Outros sites Cofina
Notícias em Destaque
Notícia

FMI: Portugal é o país entre 25 que terá de fazer menores ajustes orçamentais até 2020

Portugal será o país que, entre 25 economias avançadas e emergentes, terá de fazer um menor ajuste orçamental até 2020 caso consiga atingir o seu objectivo de redução do défice até ao final de 2013, refere um estudo publicado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI).

Lusa 14 de Dezembro de 2010 às 08:51
  • Assine já 1€/1 mês
  • 3
  • ...
O estudo, realizado por um grupo de economistas e publicado a 1 de Dezembro, adianta que o menor ajuste orçamental até 2020 só será possível se as circunstâncias em que se baseia o trabalho, incluindo dados e projecções, não mudem.

O artigo, que não reflecte necessariamente a visão do FMI, diz ainda que Portugal junta-se ao Reino Unido e à Espanha nos países que, antecipando a sua consolidação no tempo, incorporaram medidas "robustas" do lado da receita nos seus programas, apesar de nos seus planos ainda dependerem em grande parte de cortes na despesa.

O estudo sublinha que os países que mais têm sofrido com as tensões nos mercados de financiamento devido à crise das dívidas soberanas, como Portugal, Irlanda, Grécia e Espanha são os que, "como era de esperar", planearam maiores esforços de ajustamento.

Portugal volta a ser incluído neste lote, (com a Grécia, Irlanda e Espanha) mais uma vez pelos autores, que referem que foram estes que mais anteciparam os seus esforços de consolidação "depois de submetidos a fortes pressões dos mercados".

O mesmo artigo publicado pelo FMI diz ainda que as despesas com as pensões dos funcionários públicos em Portugal deverão crescer abaixo do 1% nos próximos 20 anos.

O estudo indica que as despesas com pensões da função pública de economias avançadas e emergentes de 25 países deverão crescer em média 1% nos próximos 20 anos, sendo Portugal um dos 12 países abaixo desta média.

De acordo com o documento, Portugal e grande parte dos países avançados realizaram reformas de médio prazo que lhes vão permitir que o aumento destas despesas seja modesto, no qual se inclui também Austrália, Canadá, França, Alemanha, Itália e Japão.

No entanto, o estudo dos economistas, que versa sobre a estratégia de saída da crise de 25 países, alerta que estas projecções estão "altamente dependentes de assunções relativamente ao emprego e produtividade", que, sublinham, "são particularmente difíceis de projectar dadas as actuais incertezas sobre o impacto a longo prazo da crise na economia real".

Ver comentários
Saber mais FMI Portugal
Mais lidas
Outras Notícias