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Grécia avisa que pode sair do euro se não houver acordo com a troika (act.)

Um porta-voz do governo de Atenas advertiu que se não houver acordo em relação ao segundo pacote de resgate da Grécia, no valor de 130 mil milhões de euros, o país terá de sair da Zona Euro.

Carla Pedro cpedro@negocios.pt 03 de Janeiro de 2012 às 15:16
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A Grécia terá de sair da união económica e monetária da Europa se a troika – composta pelo FMI, Comissão Europeia e Banco Central Europeu – não concluir o acordo com vista à concessão de um segundo pacote de ajuda financeira externa a Atenas, disse hoje o porta-voz governamental Pantelis Kapsis, à emissora Skai TV, citado pela Reuters.

"O acordo de resgate terá de ser assinado, caso contrário estaremos fora dos mercados, fora do euro", acrescentou Kapsis, sublinhando que "a situação será muito pior".

Recorde-se que se espera uma equipa de inspectores da troika em meados deste mês em Atenas, que visa dar forma ao novo plano de resgate, no valor de 130 mil milhões de euros, acordado pelos líderes da União Europeia na cimeira de 26 e 27 de Outubro passado.

A Grécia precisa de definir com a troika e com os privados titulares de dívida soberana grega os detalhes do plano de resgate antes de um importante vencimento de obrigações em Março, recorda a Reuters. Se Atenas não avançar com uma série de reformas impopulares, em matéria de pensões, privatizações e mercado laboral, as negociações com a troika poderão enfrentar problemas.

Tanto Atenas como os seus parceiros da União Europeia têm descartado a possibilidade de saída do euro. Nos últimos dias, altos responsáveis gregos advertiram que um regresso ao dracma seria um “inferno”, refere a agência noticiosa.

No seu discurso de Ano Novo, o primeiro-ministro grego, Lucas Papademos, disse que a Grécia terá de levar avante as devidas reformas para poder permanecer no euro.

Papademos, que foi vice-presidente do BCE e governador do Banco da Grécia, tem de implementar medidas orçamentais para receber o dinheiro do resgate por parte da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional.

Isso implica também a entrada em vigor de um acordo de troca de dívida soberana grega destinada a perdoar 100 mil milhões de euros do encargo da dívida – que ascende a um total de 360 mil milhões de euros. Este perdão da dívida pública grega – o chamado “haircut” – foi definido em 50% para o sector privado na cimeira de finais de Outubro. Agora, segundo a Reuters, o novo Executivo grego pretende que o sector financeiro privado aumente esse "perdão" para 75%.

No entanto, as conversações com os bancos relativamente a este acordo de troca de dívida estão a ser particularmente difíceis. De sublinhar ainda que, segundo informações da Reuters avançadas hoje, o novo Executivo grego pretende que o sector financeiro privado aumente esse "perdão" para 75%.

Recorde-se que Lucas Papademos sucedeu a George Papandreou, que afundou politicamente – sendo alvo de críticas até por parte do seu próprio partido, o Pasok – depois de dizer que estava a pensar avançar com um referendo ao segundo pacote de resgate do país.

“Os próximos três a quatro meses são os mais cruciais e essa é a razão pela qual este governo existe”, declarou Pantelis Kapsis, citado pela Reuters.


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