Outros sites Cofina
Notícias em Destaque
Notícia

Hollande manda auditar as contas deixadas por Sarkozy

Novo Governo de Hollande formalizou hoje o pedido ao Tribunal de Contas para que controle as contas deixadas pelo de Executivo de Sarkozy.

Eva Gaspar egaspar@negocios.pt 17 de Maio de 2012 às 17:26
  • Assine já 1€/1 mês
  • 5
  • ...
O anúncio foi feito esta tarde por Najat Vallaud-Belkacem, porta-voz do novo Executivo francês, e não traduz nenhuma surpresa, mas apenas a confirmação do que François Hollande afirmara durante a campanha eleitoral: a apresentação da proposta de Orçamento para o próximo ano só será realizada mediante os resultados de uma auditoria às finanças públicas do país que o Governo decidiu hoje ordenar ao Tribunal de Contas.

A expectativa é que esse relatório especial possa ser conhecido ainda no fim de Junho, com alguns analistas a especularem sobre a probabilidade de a realidade se revelar mais negra do que antecipado e servir de pretexto para François Hollande deixar algumas propostas eleitorais mais caras na gaveta.

As últimas previsões da Comissão Europeia, divulgadas na passada sexta-feira, sugerem que a França não conseguirá cumprir as metas previstas para este ano e em particular para o próximo ano.

Confrontado com esse cenário, Hollande disse que já contava com uma deterioração das finanças públicas acima do previsto pelo anterior Governo e que mantinha o seu compromisso de reduzir o défice orçamental para em 3% do PIB em 2013, contra os 4,2% previstos pela Comissão Europeia. Na mesma altura, recordou que iria pedir uma auditoria e que, em função dos seus resultados, seriam tomadas as “decisões necessárias”.

Durante a campanha eleitoral, Hollande prometeu fazer marcha atrás na extensão da idade da reforma (que deveria subir de 60 para 62 anos) nos casos dos trabalhadores com mais anos de descontos, e anunciou várias medidas destinadas a promover o emprego (150 mil novos postos de trabalho para os jovens, 60 mil na Educação e cinco mil nas polícias), mais apoios às PME e à "relocalização" de grandes empresas francesas que deslocaram a actividade para o estrangeiro em busca de salários e facturas fiscais mais leves.

O pacote, estima, custará 20 mil milhões de euros ao longo dos cinco anos da legislatura, tendo Hollande prometido neutralizar a factura com mexidas nas taxas de imposto e nos benefícios fiscais para fazer pagar mais as empresas e os singulares com maiores rendimentos. É aqui que se encaixa aqui a criação de um novo escalão de 45% mas também uma taxa marginal de imposto de 75% para os rendimentos anuais superiores a um milhão de euros.
Ver comentários
Mais lidas
Outras Notícias