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Juros da dívida portuguesa voltam a colar-se aos 7% (act.)

As taxas de juro subjacentes aos títulos da dívida publica portuguesa a dez anos estão hoje, uma vez mais, em forte alta, tendo já pontualmente ultrapassado a barreira psicológica dos 7%.

Eva Gaspar egaspar@negocios.pt 18 de Janeiro de 2011 às 09:26
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De acordo com os preços genéricos da agência Bloomberg, as taxas de juro cobradas no mercado secundário (onde se transaccionam os títulos emitidos) estão a subir 13 pontos base para 6,951%, tendo já nesta manhã ultrapassado pontualmente os 7%, fixando-se em 7,105%.

O agravamento dos juros estende-se a todos os prazos de maturidade, sendo particularmente acentuado nos mais curtos.

Para emprestar ao Estado português por um prazo de dois anos, os investidores estão a sinalizar que cobrarão uma taxa de 4,278%, o que representa um agravamento de 23,6 pontos base face aos valores de fecho de ontem do mercado obrigacionista. A três anos, a taxa implícita está em 5,055% e a quatro anos está muito próxima de quebrar da fasquía dos 6% (5,804%, após uma subida de 31 pontos base).

Espanha, Bélgica e sobretudo Irlanda estão igualmente a assistir a um agravamento dos sinais em torno das suas condições de financiamento. A dez anos, as taxas implícitas às obrigações soberanas espanholas sobem 5,7 pontos base para 5,49%; as belgas agravam-se 7,4 pontos para 4,19%, ao passo que as irlandesas disparam 35,6 pontos para 8,726%.

Também as taxas alemãs estão a subir, mas em nenhum dos prazos esse agravamento é superior a seis pontos base. A dez anos, os juros subjacentes às "bunds" - consideradas o activo mais seguro, e logo o que menos remunera - estão a rondar 3%.

Esta nova subida dos juros soberanos na periferia do euro surge numa altura em que o reforço e a flexibilização do uso do Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF) abriram uma nova brecha na Zona Euro, com os países com finanças públicas relativamente em ordem e "ratings" máximos - encabeçados pela Alemanha - a resistirem a uma proposta que temem produzir efeitos perversos, ao incentivar os menos disciplinados a relaxarem os seus esforços de consolidação orçamental, e que receiam poder também comprometer os "rating" máximos de que dispõem e que lhes garantem condições mais benignas de financiamento.



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