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Juros da dívida pública aliviam ligeiramente

As taxas de juro associadas aos títulos de dívida pública portuguesa estão esta manhã a ceder em praticamente todos os prazos. Juros a cinco anos são a principal excepção: continuam em alta e a quebrar recordes.

Eva Gaspar egaspar@negocios.pt 22 de Fevereiro de 2011 às 08:57
Segundo os preços genéricos divulgados pela agência Bloomberg, as taxas subjacentes às Obrigações do Tesouro a dez anos estão a recuar 2,4 pontos base para 7,427%.
A tendência de descida, ainda que moderada, estende-se às taxas de juro a que estão a ser transaccionados no mercado secundário os títulos de maturidades mais curtas, que nas última sessões têm estado sob grande pressão.


As taxas a dois anos recuam 8,1 pontos percentuais para 4,613%, já um pouco mais distantes do máximo de 4,710% fixado na passada sexta-feira.


Os juros associados aos títulos a cinco anos prosseguem, porém, em alta, ainda que muito ligeira. Estão a subir esta manhã 0,8 pontos percentuais para 7,152%, valor de novo acima do recorde fixado na sexta-feira, de 7,128%.

O muito relativo alívio nas condições de financiamento do Estado português surge depois de ontem o Governo ter divulgado os dados, ainda provisórios, relativos à execução orçamental de Janeiro, que revelam uma descida do défice, graças à subida da arredacção fiscal (15% em termos homólogos), ao passo que a despesa do Estado continuou a subir, 0,9%.

O Executivo garante, no entanto, que a evolução da despesa está enviezada por vários elementos que dificultam a comparação interanual e que a tendência real é de contenção dos gastos públicos.

Para avaliar os progressos na consolidação orçamental, numa altura em que Portugal continua a ser considerado como o próximo país em vias de recorrer a ajuda externa, estão em Lisboa equipas técnicas da Comissão Europeia e do Banco Central Europeu.
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