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Luís Amado: "A Europa está no fio da navalha e já não tem muito tempo"

Luís Amado considera que os próximos seis meses serão determinantes para o futuro da União Europeia e da moeda única. Se resolvermos a crise, garante, "teremos um virtuoso período de crescimento no final desta década".

Rita Faria afaria@negocios.pt 17 de Maio de 2012 às 16:35
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Luís Amado, chairman do Banif e antigo ministro dos Negócios Estrangeiros, considera que este é um momento fulcral para a Europa, onde é preciso tomar as decisões certas para garantir a sustentabilidade do projecto europeu e da moeda única.

“Vamos viver seis meses absolutamente dramáticos de opções, em termos europeus. A Europa está no fio da navalha e não tem muito mais tempo”, afirmou Amado, durante o seminário “Internacionalização de PME”, promovido pelo ISCTE. “Há um tratado que impõe austeridade e rigor. É incontornável e vai ter de ser ratificado até ao final do ano. Não se gere uma moeda comum na divergência”.

O antigo ministro dos Negócios Estrangeiros defende que “fizemos bem em ratificar o tratado, porque não há forma de fugir”. Contudo, o crescimento não deve ficar de fora da agenda europeia.

“Já está na agenda europeia a temática do crescimento. As eleições francesas ajudaram, e isso é bom. É indispensável que esse pacto para o crescimento ganhe forma. Não precisa de ser um tratado mas requer alguma formalidade”, disse Luís Amado. Em relação a Portugal, deve posicionar-se no debate europeu, e defender as suas convicções. “O governo tem de ter uma posição forte, temos de ser capazes de agir na dinâmica da resposta. O País tem credenciais na frente europeia para exprimir as suas próprias convicções”.

No plano interno, o chairman do Banif acredita que é fundamental levar a cabo as reformas estruturais, mas sem esquecer o curto prazo. “As reformas estruturais são fundamentais mas não podemos ignorar o curto prazo. É preciso salvar as boas empresas, e é preciso que o Governo actue”, sublinhou.

“Se resolvermos esta crise, podemos ter um período virtuoso de crescimento no final desta década. Se formos capazes de nos salvar da tragédia europeia, estaremos mais fortes no final desta década, com uma economia muito diferente. Se não fizermos boas opções entramos num beco sem saída”, reforçou o responsável.
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