Finanças Públicas Marcelo "indignado" com BCE

Marcelo "indignado" com BCE

A pressão do BCE sobre Portugal foi mal recebida em Belém, avança o jornal Expresso, contando que a pergunta que se faz na Presidência é "o que é que Vítor Constâncio está lá a fazer".
Marcelo "indignado" com BCE
Miguel Baltazar
Marta Moitinho Oliveira 21 de março de 2017 às 16:04

O Presidente da República não gostou da notícia avançada pelo Negócios de que o Banco Central Europeua (BCE) pressiona a Comissão Europeia a aplicar sanções a Portugal por estar há três anos com desequilíbrios macroeconómicos excessivos. O Expresso avança que em Belém esta informação foi vista como "inacreditável e inaceitável", ainda para mais numa altura em que o país pode ter o aval para sair do Procedimento por Défices Excessivos.

Segundo conta o jornal Expresso, as críticas de Belém vão direitinhas para o vice-presidente do BCE, Vítor Constâncio, a quem a Presidência estará a reclamar um papel de interlocutor da causa portuguesa.

"É inacreditável e inaceitável" que o vice-presidente do BCE, Vítor Constâncio, concorde com a aplicação de sanções a Portugal numa altura em que o país conseguiu pela primeira vez um défice abaixo dos 3%, escreve o Expresso. Este é o sentimento em Belém, onde se questiona "o que é que Vítor Constâncio está lá a fazer", acrescenta o jornal, contando que a notícia caiu como uma bomba causando espanto e indignação em Belém.

O BCE quer um ultimato a Portugal: mais reformas ou mais receitas, avançou o Negócios. A autoridade monetária, um dos parceiros da troika, pede mão mais pesada da Comissão Europeia para os países com desequilíbrios excessivos que não implementam as reformas necessárias. É o caso de Portugal que no ano passado prometeu muito, mas acabou por fazer pouco. 

Esta posição do BCE foi avançada a 20 de Março numa análise à avaliação realizada em Fevereiro pela Comissão Europeia aos desequilíbrios na UE.

Nessa altura, Bruxelas fez uma avaliação negativa sobre os progressos feitos pelo Governo português em matéria de reformas. Um ano antes, a Comissão Europeia tinha feito um conjunto de recomendações a Portugal. No início de 2017, Bruxelas foi ver se Portugal estava a cumprir. As autoridades europeias deixaram um cartão vermelho e alguns amarelos. Para já não há cartões verdes.




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