Finanças Públicas Marcelo considera "boa notícia" redução do défice orçamental

Marcelo considera "boa notícia" redução do défice orçamental

O Presidente da República avisou contudo que "o trabalho tem de continuar" até ao final do ano. E diz que as cativações feitas pelo Governo vão converter-se em "corte definitivo", pois o Executivo "não tem margem para gastar."
Marcelo considera "boa notícia" redução do défice orçamental
Bruno Simão
Lusa 25 de agosto de 2016 às 21:27
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, considerou uma "boa notícia" os números conhecidos esta quinta-feira, 25 de Agosto, do défice orçamental, mas avisou que "o trabalho tem de continuar" até ao final do ano.

"Tudo o que seja reduzir o défice é uma boa notícia, agora, é um trabalho para continuar até ao fim do ano, porque estamos a comparar com o ano anterior", afirmou aos jornalistas, durante uma visita à secular Feira de S. Mateus, em Viseu.

O défice orçamental, registado em contas públicas, atingiu os 4.980,6 milhões de euros até Julho, uma melhoria de 542,8 milhões de euros face ao mesmo período do ano passado, segundo a Direcção-Geral do Orçamento.

"O ano anterior, segundo a Comissão Europeia, teríamos tido 3,2%, temos de baixar para 2,5%, portanto acho que é uma boa notícia ir contraindo o défice em Julho, Agosto, Setembro, Outubro, Novembro e Dezembro", afirmou Marcelo Rebelo de Sousa, fazendo votos para que isso aconteça.

O PSD acusou o Governo de mascarar os números da execução orçamental ao cortar no investimento público e aumentar os pagamentos em atraso, sendo esta a receita para "fazer com que a despesa pareça ser menor".

O Presidente da República discordou desta leitura, considerando que o que se passa é que "o Governo decidiu cativar uma série de verbas".

"Eu acho que essa cativação vai ser convertida em definitiva, vai haver um corte definitivo. Portanto, quando a oposição diz que provavelmente a cativação é uma dissimulação, eu percebo o ponto de vista, porque acha que o Governo ainda vai gastar", referiu.

Segundo Marcelo Rebelo de Sousa, "o Governo não tem margem para gastar, portanto, a cativação converte-se em corte definitivo".



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