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Ministro da Economia acredita na subida do “rating” de Portugal

Manuel Caldeira Cabral refere, em declarações citadas pela Bloomberg, que existe a possibilidade de uma melhoria da notação financeira do país ainda este ano e em 2017.

Ana Brígida
Negócios jng@negocios.pt 05 de Abril de 2016 às 18:11
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O "rating" de Portugal continua abaixo do grau de investimento, segundo as avaliações da Fitch, da Moody’s e da S&P e apenas a DBRS mantém a notação acima de "lixo". Mas Manuel Caldeira Cabral refere, citado pela Bloomberg, que é possível haver melhorias do "rating" de Portugal em 2016 e 2017. 

O ministro da Economia defendeu esta terça-feira, 5 de Abril, que a aprovação do Orçamento do Estado foi um marco "simbólico", que "mostrou o apoio que o Governo tem no Parlamento permite a aprovação de um Orçamento com um programa claro de consolidação das contas públicas". E afirmou que "a posição do Partido Socialista e do Governo sobre a importância em honrar os compromissos da dívida e de reduzir o endividamento são conhecidos".  

EUA compensam quebra das exportações para Angola e Brasil

Caldeira Cabral admitiu os efeitos negativos da situação da economia angolana e brasileira em Portugal. "O impacto na economia portuguesa, da situação no Brasil e em Angola é visível. Houve uma desaceleração das exportações para países fora da União Europeia", observou o ministro da Economia.

Mas referiu que há algumas geografias a compensar aquelas quebras. "O crescimento nas exportações para os EUA compensa praticamente todo aquele impacto", afirmou.

Preocupação sobre o Brexit

Uma das preocupações expressas por Caldeira Cabral foi sobre uma eventual saída do Reino Unido da União Europeia. "Portugal quer o Reino Unido na União Europeia. Vemos essa presença como algo estratégico", referiu. O governante considera que tal como o Reino Unido, Portugal é um país atlântico e que "a saída do Reino Unido mudaria o centro de gravidade da União Europeia para o interior do continente europeu".

"Devemos olhar com preocupação para o problema do Brexit", concluiu Caldeira Cabral.

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