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Ministro da Economia espanhol prevê crescimento médio de 1,5% nos próximos anos

A previsão que o Governo de Madrid irá enviar para Bruxelas no final deste mês contempla um crescimento médio da economia de 1,5% em 2014 e 2015.

David Santiago dsantiago@negocios.pt 23 de Abril de 2014 às 12:10
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De acordo com o ministro espanhol da Economia, Luis de Guindos, o crescimento médio do PIB espanhol nos próximos dois anos deverá ser de 1,5%. Guindos afirmou esta quarta-feira, num encontro de jornalistas económicos, que “tudo indica que a economia espanhola tenha prosseguido a recuperação económica no primeiro trimestre deste ano”.

 

Este dado será incluído no plano de revisão do programa de estabilidade que será enviado para Bruxelas no dia 30 deste mês. Guindos explica, citado pelo “El País”, que pela primeira vez desde o início da crise, Espanha segue “uma recuperação sustentada” e uma criação líquida de emprego “relativamente significativa”, apesar da taxa efectiva de desemprego permanecer acima de 25%.

 

Ainda assim Guindos assegurou que a revisão do quadro macroeconómico, que será comunicada às instâncias europeias, “vai ser mais moderada do que a realidade”, segundo escreve o “El Mundo”. Mas o titular da pasta da Economia do Governo espanhol mostra confiança na robustez da economia espanhola e garante não temer nenhum risco de deflacção, até porque “as perspectivas de inflacção são de 1% a longo prazo”, assegurou.

 

As declarações do ministro surgem no mesmo dia em que o Eurostat publicou os dados consolidados do défice espanhol que terá ficado, em 2013, em 6,6% do PIB. Este valor não contempla as injecções financeiras ao sistema bancário, que não são contabilizadas pela Comissão Europeia, caso contrário o défice teria atingido 7,1% do PIB espanhol.

 

O défice fica, desta forma, 0,1% acima do défice de 6,5% do PIB acordado com as instituições europeias e 0,1% abaixo das últimas previsões avançadas pela Comissão Europeia.

 

Já em relação à dívida pública espanhola, o Eurostat adianta que esta voltou a crescer tendo terminado o ano passado em 93,9% do PIB.

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