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Moedas garante que não haverá mais "buracos" no Orçamento deste ano

Os desvios orçamentais deste ano estão "apurados", assegura o secretário de Estado adjunto do primeiro-ministro que recusa, assim, a possibilidade de os portugueses voltarem a ser surpreendidos com novas medidas de austeridade para tapar mais buracos.

Negócios negocios@negocios.pt 19 de Outubro de 2011 às 08:43
“As contas relativas a este ano estão apuradas” e, por isso, não são de esperar novos “buracos”, garante o secretário de Estado adjunto do primeiro-ministro, Carlos Moedas, em entrevista ao programa “Terça à Noite” da Rádio Renascença.

O responsável do Governo pelo acompanhamen to das medidas do memorando da “troika” afasta, por isso, a hipótese de em 2012 vir a ser criada nova sobretaxa sobre os rendimentos dos trabalhadores para reter parte ou a totalidade dos subsídios de Férias e de Natal, como está previsto no Orçamento do próximo ano para os funcionários do Estado, empresas públicas e pensionistas – e que está também previsto para este ano, para o conjunto dos trabalhadores, representando a perda do equivalente a metade do subsídio de Natal

“O que está definido no Orçamento é muito claro e muito realista”, refere. Na apresentação da proposta de Orçamento do Estado de 2012, o ministro das Finanças, Vítor Gaspar, justificou a necessidade de suspender o pagamento dos subsídios para compensar parcialmente os 3.400 milhões de euros de desvios já detectados no Orçamento deste ano e que serão colmatados por receitas extraordinárias, designadamente a transferência de fundos de pensões da banca - expediente que não poderá ser repetido no próximo ano.

Ainda à Renascença, Carlos Moedas diz considerar que o Orçamento do Estado para 2012 - classificado por Gaspar como "um dos mais exigentes de sempre" – como o "necessário" para cumprir o memorando da troika e, como tal, espera que o Partido Socialista actue de acordo com o que assinou.

Num registo mais pessoal, o secretário de Estado considera positivo que muitos jovens estejam a partir para fora do país, mas diz que também é importante que possam voltar.

Espera que não lhes aconteça o que ocorreu com a si próprio, que levou quatro anos a tentar voltar para Portugal. “O que é triste é que queiram voltar e não consigam porque o país não lhes dá oportunidade, espero que isso venha a mudar no futuro”.

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