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Moody’s diz que UE e FMI vão ter de prolongar ajuda com envolvimento dos privados

Agência de "rating" avisa que mercados vão continuar a negar acesso ao financiamento a nações com problemas de dívida.

Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 11 de Julho de 2011 às 10:20
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A agência de notação financeira Moody’s defende que o envolvimento do sector privado na resolução da crise da dívida irá impedir o financiamento no mercado de dívida às nações periféricas nos próximos tempos. Por isso, argumenta que as entidades internacionais vão ter de prolongar a ajuda externa.

“Está a ficar cada vez mais óbvio que os mercados privados vão negar o acesso a mercados em dificuldades durante meses ou até anos e que a União Europeia e o Fundo Monetário Internacional vão ter de dar um apoio durante mais tempo”, declarou o responsável pelo crédito para a Europa da Moody's, Alastair Wilson, citado pela Bloomberg.

Por essa razão, defende que as propostas de envolvimento dos privados na partilha dos custos com a dívida grega, como a lançada pela França, apontam para “um risco intensificado para os credores da Grécia e de outras nações europeias que sofrem com a crise da dívida e que têm fracas perspectivas de recuperação e que não têm acesso ao mercado”.

A reentrada ao financiamento externo fica, assim, impedida “pelo menos até que possam demonstrar um progresso sólido de alcance das metas de consolidação financeira”, defende Alastair Wilson.

As agências de notação financeira têm-se mostrado contra a participação dos privados na crise da dívida, avisando que vão rever em baixa o “rating” da Grécia caso haja, por exemplo, o prolongamento das maturidades das obrigações helénicas, já que vão considerar essa acção como “incumprimento”.

Hoje, há uma reunião entre as mais altas autoridades da Europa para discutirem uma nova ajuda à Grécia, antes da reunião mensal do Eurogrupo, que junta os ministros das Finanças da Zona Euro.

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