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OE2016: César admite modificações mas "certamente" haverá aproximação de Bruxelas ao documento

O líder parlamentar do PS admitiu alterações ao Orçamento do Estado para 2016, mas espera uma aproximação de Bruxelas ao conteúdo do documento.

Carlos César: Nasceu em Ponta Delgada em 1956. Desde cedo desenvolveu o seu percurso político ligado ao Partido Socialista (PS). Durante 16 anos foi presidente do Governo Regional dos Açores. Em 2014, a convite de António Costa, assumiu funções de presidente do PS.
Miguel Baltazar/Negócios
Lusa 28 de Janeiro de 2016 às 14:14
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"Creio que se chegará certamente a um entendimento, a uma aproximação de posições, e pode haver alguma correcção a introduzir da nossa parte, como pode haver e certamente haverá uma aproximação da Comissão Europeia às explicações que o Governo português a todo o tempo está a prestar", vincou Carlos César aos jornalistas no final da reunião da bancada parlamentar socialista.

Hoje de manhã também o líder parlamentar do PSD sustentou que o resultado do esboço de Orçamento do Estado para 2016 está a ser colocado em causa de forma generalizada, tanto a nível nacional como internacional, e desafiou o Governo a "corrigir o tiro".

Carlos César e Luís Montenegro falaram depois de a TVI noticiar que as contas feitas por técnicos da Comissão Europeia apontam para que em 2016 o défice português possa chegar aos 3,4%, em vez dos 2,6% previstos pelo Governo do PS, e o crescimento económico fique em 1,6% e não em 2,1%.

"Se fizermos um exercício de memória sobre o que aconteceu com a apresentação do último Orçamento do Estado (...) verificarão que as observações e comentários feitos pela Comissão Europeia são em quase tudo idênticos aos que agora são feitos ao governo para o orçamento de 2016", advogou.

cotacao As opiniões da Comissão Europeia, nesta fase, são apenas opiniões. E são opiniões que estão a ser contraditadas e esclarecidas pelo Governo português. Carlos césar Líder parlamentar do PS


Carlos César reiterou a defesa do executivo socialista em "articular o seu programa" de Governo e as suas propostas de crescimento económico e melhoria do rendimento dos portugueses com os "compromissos no plano internacional, e em particular no plano europeu".

"As opiniões da Comissão Europeia, nesta fase, são apenas opiniões. E são opiniões que estão a ser contraditadas e esclarecidas pelo Governo português", disse ainda.

A posição do Executivo, todavia, não é "inamovível", até porque "nunca as posições são inamovíveis" e "seria pouco inteligente negociar com a União Europeia dizendo que não se modifica uma letra, um número".

"Diálogo é justamente troca de impressões e explicações sobre estas matérias. Temos razões fundadas para apresentar os indicadores e números que apresentamos", frisou Carlos César.

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