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OE2018: "Temos boas razões para continuarmos no caminho escolhido", diz Carlos César

O líder parlamentar do PS, Carlos César, elogiou hoje a proposta de Orçamento do Estado (OE) para 2018, considerando que o executivo prepara "um futuro melhor" para os portugueses e há "boas razões" para seguir este caminho.

Carlos César
Miguel Baltazar/Negócios
Lusa 03 de Novembro de 2017 às 18:44
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"Temos boas razões para continuarmos no caminho escolhido. O percurso que já fizemos mostra que valeu a pena. Estivemos e estamos a preparar um futuro melhor", disse Carlos César, no final do seu discurso no encerramento do debate parlamentar na generalidade da proposta de OE para o próximo ano.

 

Para o socialista, os partidos que viabilizarem o documento "exprimem, formalmente, um compromisso de apoio e de influência no essencial" do percurso do Governo, trajecto desenvolvido "com bons resultados".

 

Por outro lado, os que rejeitarem o Orçamento "dissociam-se" desse trajecto, "negando os sucessos reconhecidos e pressagiando incessantemente resultados negativos", acrescentou, numa alusão a PSD e CDS-PP.

 

"A realidade, felizmente, diz-nos que, em quase tudo, os sucessos derrotaram os maus agoiros do CDS e do PSD. Melhor assim, venceram todos os que se empenharam com o Governo e beneficiou com isso todo o país, do continente às regiões autónomas", continuou Carlos César.

 

Depois, o líder parlamentar e também presidente do PS, defendeu que, de um lado, - a direita -, existe "uma minoria parlamentar de negação, que degrada com a mesma voracidade com que se consome na luta intestina pela liderança".

 

Por outro lado, continuou, com o PS e os partidos que, à esquerda, viabilizam o executivo, há uma "maioria plural positiva, que acredita que o caminho é o do Estado amigo, presente e dinâmico".

 

Sobre a previsível aprovação do terceiro Orçamento do actual Governo do PS, Carlos César destacou matérias como o crescimento da economia, a atracção de investidores ou os números das exportações

 

"As sucessivas revisões em alta das perspectivas da economia portuguesa, elaboradas pelas mais diversas entidades internas e externas, dão, igualmente, conta do reconhecimento do nosso bom trabalho. A saída do Processo de Défice Excessivo e a subida da notação da República Portuguesa para o grau de investimento, são outros sinais reveladores da natureza sustentável e duradoura da evolução portuguesa", assinalou o socialista.

 

E prosseguiu: "O país volta a apresentar, ao fim de 11 anos, uma taxa de desemprego abaixo da média da zona Euro. Estamos a assistir à maior criação de emprego dos últimos 19 anos".

 

Para Carlos César, a governação do país "não é julgada pelo detalhe de cativações de verbas ou de outras técnicas correntes da execução orçamental, com que uns se distraem e outros se preocupam", sendo de relevar que, "nestes últimos dois anos, contra os vaticínios da direita", Portugal "tenha acautelado as suas finanças públicas" e recolhido ganhos "na sua credibilidade externa" e "estabilidade interna".

 

"Estamos no bom caminho, mas é evidentemente necessário fazer mais e melhor. Estamos bem cientes que a obra a que o PS se propôs, e que acordou no âmbito da maioria parlamentar que apoiou a investidura do governo, está incompleta", advertiu, todavia, o líder da bancada do PS.

 

Justiça fiscal, melhoria dos rendimentos das pessoas e capitalização das empresas, eficiência de sistemas públicos - "como os da protecção civil ou dos cuidados de saúde" -, políticas para o mar, habitação, igualdade do género, descentralização política e reestruturação da floresta "são exemplos de áreas onde importa reformar ou aprofundar reformas em curso", lembrou também.

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