Finanças Públicas Passos Coelho: “Estado não tem dinheiro para sustentar a factura salarial” da função pública

Passos Coelho: “Estado não tem dinheiro para sustentar a factura salarial” da função pública

Primeiro-ministro diz que não há alternativa à redução do número de funcionários públicos, pois todas as outras medidas implementadas pelo Governo para reduzir a massa salarial do Estado foram inviabilizadas pelo Tribunal Constitucional.
Passos Coelho: “Estado não tem dinheiro para sustentar a factura salarial” da função pública
Bruno Simão/Negócios
Nuno Carregueiro 30 de maio de 2013 às 20:48

“Não temos nada contra os funcionários públicos, mas o Estado não tem dinheiro para sustentar a factura salarial” que tem com os funcionários públicos, disse esta tarde o primeiro-ministro, quando confrontado pelos jornalistas com o cenário de greve na função pública e com as acusações de que está a contrariar uma promessa feita na campanha eleitoral de não despedir funcionários públicos.

 

Em declarações aos jornalistas à margem da inauguração de um hotel em Lisboa, Passos Coelho justificou que “todos os caminhos até hoje que o governo seguiu para reduzir a factura salarial foram inviabilizados pelos acórdãos do Tribunal Constitucional”.

 

Por isso, o Governo optou pelas soluções que “são possíveis hoje trabalhar”, face aos acórdãos do Tribunal Constitucional, insistiu Passos Coelho, recusando contudo culpar os juízes do Palácio de Ratton pelo corte no número de funcionários públicos.

 

“Não enfiamos a cabeça na areia”, acrescentou o primeiro-ministro, lembrando que “estamos ainda a negociar” com os sindicatos da função pública as novas regras a aplicar aos funcionários públicos.

 

“Não se pode dizer ao mesmo tempo que o Governo tem que cumprir o défice e não pode cortar na despesa”, salientou.

 

“Não é fácil para o Governo criar dificuldades ao país”

 

Passos Coelho também comentou o facto de as estruturas sindicais da administração pública afectas à UGT e à CGTP já terem chegado a acordo para realizar uma greve conjunta no final de Junho.

 

O Governo procura um “entendimento tão alargado quanto possível” e reconhece que a situação actual é “difícil para os sindicatos e para os trabalhadores”. Mas também “não é fácil para o Governo criar dificuldades ao país”.

 

“Estamos a trabalhar” para melhorar a situação de Portugal, mas “não temos uma varinha para dizer que os problemas serão resolvidos miraculosamente”. 

 




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