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Passos Coelho: Pensar que políticas de austeridade vão acabar no futuro é “ilusão”

Aviso à navegação: nos próximos anos não vai ser possível reverter as políticas de austeridade. Quem acredita que sim está iludido, avisou o primeiro-ministro. Para a troika sair, Portugal tem de acreditar que este é o rumo certo.

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Bruno Simões brunosimoes@negocios.pt 23 de Outubro de 2013 às 16:13
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O primeiro-ministro alertou esta tarde, no debate quinzenal no Parlamento, que o “futuro depende de duas condições”: Portugal tem de mostrar “absoluta determinação na prossecução desta linha de política” e tem de pensar “o pós-troika em condições realistas”. Se isso não acontecer e se se alimentar “a ilusão” de que é possível acabar com as políticas de austeridade, “então nem este programa conseguimos concluir”.

 

A primeira condição para garantir o futuro é “mostrarmos absoluta determinação na prossecução desta linha de política”, porque “se externamente existir a percepção que o País, porque está sob assistência, vai cumprindo, mas mal a troika saia de cá vai deixar de cumprir, voltará aos défices excessivos, aligeirará as políticas de rendimentos, nesse dia a confiança esvai-se”, avisou Passos Coelho.

 

“Se queremos manter-nos no euro”, que os “juros” da dívida “baixem para níveis compatíveis” com um regresso a mercado, “temos de mostrar que estamos a cumprir não porque a troika está cá mas porque isso é importante para o futuro”.

 

A segunda condição essencial é que “saibamos pensar o pós-troika em condições realistas”. “Muitas vezes”, no debate público, “tem existido essa falta de realismo e confunde-se os efeitos da crise com as políticas” que têm sido levadas a cabo. “Os efeitos no desemprego não são resultado das políticas, são resultado dos problemas que acumulámos nos últimos anos”, justificou.

 

“Se não existir transparência e uma forma verdadeira de comunicar isto ao País, se se alimentar a ilusão de que teremos nos próximos anos disponibilidade para fazer reverter estas políticas, então nem este programa conseguimos concluir”, avisou Pedro Passos Coelho. “Estas duas condições são críticas”, reforçou.

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