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Passos Coelho: É preciso cumprir o défice "sem derrapagens"

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, considerou hoje que é preciso cumprir o objectivo de redução do défice "sem derrapagens" e afirmou que "o Governo tudo fará para apresentar resultados e não discursos".

Lusa 16 de Janeiro de 2012 às 20:18
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Durante uma visita à produtora de vinhos Casa Ermelinda Freitas, em Palmela, Passos Coelho fez uma curta intervenção em que falou do investimento na agricultura e das atuais dificuldades de acesso ao crédito por parte das empresas.

"Como sabem, sempre que o ambiente externo envolvente se degrada, ou que as agências de 'rating' colocam maior risco nos países, isso torna mais difícil a obtenção de financiamento a um custo mais baixo", referiu o primeiro-ministro, acrescentando: "Portanto, o Governo tudo fará para apresentar resultados e não discursos".

Em seguida, Passos Coelho considerou que "as condições de financiamento à economia portuguesa, e também à agricultura portuguesa", dependem sobretudo da capacidade de Portugal cumprir os objectivos com os quais se comprometeu: "Cumprir com o défice, sem derrapagens, cumprir com os níveis de dívida pública, com os processos de privatização, com a agenda de reforma estrutural da economia portuguesa".

"Ora, há um tempo em que tudo isto constitui meramente discurso. Nós temos de passar da fase em que anunciamos as nossas intenções para a fase em que mostramos os resultados das nossas acções", reforçou, alegando que o Governo tem estado "a trabalhar na direcção certa" e que os resultados "começam a ver-se".

De acordo com o Programa de Assistência Económica e Financeira e com o Orçamento do Estado para 2012, o défice orçamental não pode ultrapassar 4,5% do Produto Interno Bruto (PIB) no final deste ano.

Durante esta visita à Casa Ermelinda Freitas, Passos Coelho esteve acompanhado pela ministra da Agricultura, Assunção Cristas, e elogiou o seu trabalho, assinalando que 2011 foi, "desde que funciona este novo quadro de referência estratégico, o ano de maior investimento na agricultura", em que o Estado conseguiu "mobilizar para cima de 150 milhões de euros" e o investimento nacional e comunitário "superou 500 milhões de euros".

O primeiro-ministro disse que isso foi possível graças a "um esforço muito grande" do Ministério da Agricultura. Por outro lado, tanto Passos Coelho como Assunção Cristas destacaram "a revisão do parcelário agrícola", referindo que isso poupará o pagamento de multas por parte de Portugal.

No seu discurso, Passos Coelho afirmou que "o Governo apostou claramente em fazer de toda a área agrícola, agroflorestal e agroindustrial uma prioridade da economia nacional", lamentando que "durante muitos anos" esta tenha sido "entendida como o parente pobre do investimento nacional e da economia nacional".

Passos Coelho avançou algumas explicações para isso ter acontecido: "Talvez porque durante demasiados anos os primeiros impactos da nossa integração europeia nos terem limitado a produção, por haver uma conotação com o envelhecimento de todos os activos ligados à área agrícola, o facto de numa parcela grande do território nacional a agricultura ser muitas vezes sinónimo de subsistências que não de valor acrescentado e de riqueza".
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