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Passos Coelho promete mostrar alternativas e nega mudança de estratégia

O líder do maior partido da oposição rejeitou que a disponibilidade para fazer propostas para a melhoria do documento orçamental represente uma mudança de estratégia.

Miguel Baltazar
Lusa 21 de Outubro de 2016 às 17:52
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Pedro Passos Coelho afirmou esta sexta-feira, 21 de Outubro, que o PSD vai apresentar propostas durante o debate orçamental para "mostrar que pode haver alternativas do ponto de vista estrutural" e rejeitou que isso represente uma mudança de estratégia.

O presidente do PSD falava no Palácio de Belém, depois de ter estado reunido a sós durante cerca de uma hora e cinco minutos com o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, que entre quinta-feira e hoje ouviu os partidos com assento parlamentar sobre o Orçamento do Estado para 2017 e a situação política.

"Não há nenhuma mudança de estratégia. Como digo, nós não entraremos no leilão orçamental, creio que o líder parlamentar explicou isso muitíssimo bem", declarou o ex-primeiro-ministro, acrescentando: "Isso não nos impedirá de mostrar que pode haver alternativas do ponto de vista estrutural para o futuro do país".

Segundo Passos Coelho, essas ideias já estiveram no discurso do PSD, durante o debate do Orçamento do Estado para 2016 no início deste ano, em que os sociais-democratas não apresentaram propostas de alteração.

"Desta vez, estando no discurso, poderão ter alguma tradução também em matéria de apresentação de propostas", acrescentou.

O presidente do PSD negou, contudo, que isso seja uma "alteração drástica", remetendo para declarações feitas hoje pelo líder da bancada social-democrata, Luís Montenegro.

"Nessa altura, quer o Governo quer a opinião pública terão a ocasião de avaliar o esforço que o PSD faz no sentido de contribuir para matérias de natureza estrutural que possam corresponder a reformas importantes que do nosso ponto de vista ajudarão a que a nossa economia possa crescer de uma forma mais sustentada, bem como o emprego", disse.

Passos Coelho reiterou que o PSD vai contribuir com propostas "que facilitem a atracção de investimento, que criem melhores condições de confiança para a economia, e indiscutivelmente algumas de natureza tributária poderão vir a ter esse efeito".

Contudo, não quis adiantar se uma das propostas será a redução do IRS que estava prevista pelo anterior Governo PSD/CDS-PP.

"Não iremos apontar para matérias desgarradas, para propostas soltas. Elas terão sempre um enquadramento estrutural", reforçou.

Quanto ao acolhimento que espera para as propostas do PSD, declarou que "o Governo depois dirá e a sua maioria, porque é para isso que serve o debate democrático e parlamentar".

"Isso depois se verá quando as propostas forem apresentadas", acrescentou.

Passos Coelho respondeu a algumas perguntas dos jornalistas, durante dois minutos, depois de uma intervenção inicial em que relatou ter transmitido ao Presidente da República a posição do PSD "quer sobre o Orçamento do Estado quer sobre a situação geral do país".

Sobre o Orçamento, "o essencial do que o PSD nesta fase deve dizer publicamente sobre o Orçamento já está dito", defendeu.

"Tive apenas também a oportunidade de trocar algumas impressões com o senhor Presidente da República sobre questões de natureza internacional, na medida em que estive em Cabo Verde ainda recentemente e aproveitei essa oportunidade também para desenvolver alguns contactos de que gostaria de dar conhecimento ao senhor Presidente da República", adiantou.

Esta foi a primeira vez que o presidente do PSD esteve oficialmente a sós com o actual Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, no Palácio de Belém.

A 4 de Abril, na sequência do Congresso do PSD, Pedro Passos Coelho foi recebido pelo chefe de Estado, mas trouxe consigo outros dirigentes sociais-democratas.

Entre 25 e 26 de Julho, quando o Presidente da República recebeu os partidos para uma análise da situação política, o PSD compareceu com uma delegação chefiada pela vice-presidente Sofia Galvão.

Segundo o gabinete de imprensa do PSD, nessa ocasião Passos Coelho não chefiou a delegação social-democrata por motivo de doença.

(Notícia actualizada às 18:44 com mais informação)
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