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Passos Coelho: "Não se põe o País a pão e água por precaução"

Líder do PSD considera que a atitude do Governo em relação às novas medidas de austeridade é uma "deslealdade e falta de respeito pelo País" e rejeita que as novas medidas sejam apenas por precaução, como anunciou o Governo.

Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 15 de Março de 2011 às 19:57
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"Não se põe o País a pão e água por precaução", afirmou Passos Coelho na conferência de apresentação do livro livro "Voltar a crescer" que inclui 365 medidas encomendado por Passos Coelho ao gestor e conselheiro económico do líder do PSD, Pedro Reis. O livro reúne contributos de 55 gestores e empresários nacionais e visa ser um guião de governação.

Passos Coelho diz não prometer facilidades no futuro, por considerar que a situação do País é grave e que por isso vai demorar a conseguir pôr a economia no bom caminho. "Mas vamos ter de o fazer com justiça. Não podemos dar o nosso voto para que os mais desprotegidos sejam vitimas desta austeridade, que [o Governo] não impõe ao próprio Estado."

"Não se criam condições de confiança e de palavra entre quem executa e aqueles que não são seus empregados [os portugueses] sem ouvir o País. E sem ter em linha de conta aquilo que ele propõe", afirmou o responsável acusando o Governo de ter apresentado um PEC4 sem ouvir outros intervenientes.

"Como é que um chefe de Governo consegue dizer ao País que não conseguiu informar o País que estava há três semanas a preparar um conjunto novo de medidas que impõem sacrifícios graves à sociedade portuguesa nos próximos anos."

Passos Coelho acusa o Executivo de "deslealdade e falta de respeito pelo País, pelo portugueses" de uma forma "suficiente para pôr em causa a confiança do País".

"Sabemos que Portugal enfrenta dificuldades sérias, não vale a pena representar esta peça de teatro que já está gasta. E foi por isso que o PSD para evitar essa situação [falência] ajudou o Governo" e viabilizou as medidas de austeridade implementadas no ano passado este ano.

"Quando estamos em situações de emergência tomamos medidas de emergência. Mas não podemos andar sempre em situação de emergência", adiantou, acusando o Governo de não ter feito o que devia no último ano.

"O País está a fazer sacrifícios grandes. Não vale a pena vir dizer que o principal partido da oposição não sabe o que isso é", uma vez que ajudou o Governo a viabilizar o último Orçamento do Estado, que entre outras medidas tem o aumento do IVA e os cortes dos salários na função pública.
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