Outros sites Cofina
Notícias em Destaque
Notícia

Portas: “Não acreditamos num modelo de salários baixos”

Paulo Portas deixou claro que o Governo está em desacordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI) sobre a flexibilização salarial, salientando que “o sector privado já ajustou”.

A carregar o vídeo ...
  • Assine já 1€/1 mês
  • 26
  • ...

“É importante que portugueses apercebam que, em certas matérias, há posições diferentes”, entre o Governo português e algumas entidades internacionais. “Uma delas tem a ver com os custos de trabalho. Temos uma posição diferente do FMI nesta matéria”, o que “acho saudável”, afirmou o vice-primeiro-ministro durante a conferência de imprensa do Conselho de Ministros em reacção ao relatório do FMI onde consta que o fundo defende maior flexibilização salarial.

 

“Não acreditamos num modelo de salários baixos”, sublinhou. E acrescenta: “O facto de o primeiro-ministro ter demonstrado abertura, com cautela”, para aumentar o salário mínimo nacional “revela a posição do Governo português nessa matéria.”

 

Marques Guedes tem uma posição semelhante, considerando que o relatório do FMI não tem “nada de novo”. O ministro da Presidência reforçou que “tem havido por parte do FMI propostas” no sentido de que “deveria haver redução de salários”, mas o Governo tem uma posição “firme” sobre esta matéria, “pública e conhecida”, de que não é necessária uma redução adicional de salários.

 

“Há uma diferença de opinião entre Portugal e o FMI em relação aos custos de trabalho. O Governo tem contrariado algumas propostas”, acrescentou Paulo Portas. “O Governo tem muita evidência que o sector privado já ajustou e que as empresas querem os seus trabalhadores motivados.”

 

Paulo Portas quis reforçar a ideia de que é preciso terminar, o quanto antes, o programa de ajustamento, também devido a estas questões. “Sublinharia ainda que, quando os portugueses lêem certas afirmações de uma entidade externa podem perceber melhor que o Governo tem razão” ao dizer que é prioritário “terminar o programa de ajustamento e reaver a autonomia financeira.”

 

Quanto à possibilidade de novos chumbos por parte do Tribunal Constitucional a medidas que constam no Orçamento do Estado, Marques Guedes reitera que o Governo está confiante em torno da constitucionalidade das medidas. Mas deixou um alerta: “não temos dúvidas que todas as alternativas serão mais penosas. É por isso que o principal objectivo é terminar com sucesso o programa para podermos reganhar a autonomia.”

 

“O processo de execução do programa é dinâmico. O Governo já se viu obrigado a encontrar medidas substitutivas” anteriormente, mas “não antecipamos que isso possa voltar a acontecer. Tudo o que se possa dizer relativamente a riscos são cenários e especulações em que o Governo não entra”. 

Ver comentários
Saber mais Paulo Portas Marques Guedes Conselho de Ministros salários flexibilização salarial FMI
Outras Notícias