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Portas: Portugal não pode "voltar de uma assentada" a 2010

Para o vice-primeiro-ministro, a reposição dos salários nos próximos quatro anos (em 20% já em 2015) é uma medida "razoável e possível".

Miguel Baltazar/Negócios
Lusa 16 de Junho de 2014 às 22:11
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O vice-primeiro-ministro, Paulo Portas, afirmou hoje que o "país não pode voltar de uma assentada a 2010", considerando que a devolução gradual de salários e das pensões que pagavam Contribuição Extraordinária de Solidariedade (CES) é uma medida razoável.

 

"O país não pode voltar de uma assentada, de um dia para o outro, a 2010, porque se voltar de uma assentada a 2010 volta à raiz do problema. É preciso fazer gradualismo, é preciso fazer aquilo que é possível, é preciso encontrar soluções razoáveis", disse Paulo Portas aos jornalistas à margem de um encontro de trabalho do Partido Popular Europeu (PPE), que decorre entre hoje e quarta-feira em Albufeira.

 

Nesse sentido, para o vice-primeiro-ministro, a reposição dos salários nos próximos quatro anos (em 20% já em 2015) é uma medida "razoável e possível".

 

Paulo Portas destacou ainda que, "a partir de 01 de Janeiro de 2015, se a medida [de Contribuição de Sustentabilidade] for considerada constitucional, os pensionistas que pagavam CES [Contribuição Extraordinária de Solidariedade], que são apenas 15%, vão recuperar grande parte da sua pensão".

 

"Tenho sincera esperança de que com estas medidas não haja problemas", disse.

 

Para o também líder do CDS-PP, estas são "medidas de razoabilidade, prudentes do ponto de vista orçamental, mas mais justas" a nível económico e social.

 

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