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Portas responde ao PS: "Com défice a mais e dívida a mais, a vida das pessoas piora"

O PS sofre de amnésia das causas da crise e de negação dos resultados do ajustamento, respondeu Paulo Portas que está no Parlamento com Maria Luís Albuquerque a falar sobre a conclusão do programa da troika.

Eva Gaspar egaspar@negocios.pt 09 de Setembro de 2014 às 10:53
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O vice-primeiro-ministro, Paulo Portas, acusou o PS de sofrer de "amnésia absoluta" sobre as causas da crise e de estar numa "espécie de ‘denial’ [negação]" relativamente aos resultados do ajustamento, depois de o deputado socialista Pedro Marques ter argumentado que o programa da troika apenas trouxe retrocesso e foi uma "tragédia" para o país, com mais desemprego e mais dívida.

 

"Não há ajustamentos em lado nenhum do mundo sem consequências económicas e sociais", disse Paulo Portas, depois de ter sublinhado que foi o PS que governou entre 2005 e 2011 e que "duplicou a dívida, deixou um défice orçamental de quase 10% e o país em situação de pré-bancarrota".

 

"A dívida pública, que era uma questão distante, entrou na casa das famílias em forma de impostos e de desemprego. Enquanto as pessoas se lembrarem disso, acho que vão preferir políticas que, não sendo as ideais, pautam-se pela prudência e pela responsabilidade".

 

Uma das lições deste período, disse Portas, é que "com défice a mais e dívida a mais, a vida das pessoas piora. Com finanças públicas equilibradas e políticas responsáveis, a vida das pessoas pode melhorar".

 

O deputado socialista Pedro Marques acusou o Governo de ter empurrado o país para uma "tragédia", tendo afirmado que os indicadores demonstram que "não valeu a pena destruir 400 mil postos de trabalho", nem "assaltar o pote".

 

Sobre a dívida pública, a ministra das Finanças reconheceu que esta é muito elevada - deverá superar os 130% do PIB no fim do ano - que o seu aumento decorre em parte do aumento do seu perímetro, mas que  fundamental é continuar a consolidação das finanças públicas e conter a despesa. Ainda assim, disse, "quando chegámos em 2011 tínhamos uma dívida elevada e os cofres vazios. Agora temos uma dívida elevada, mas um montante de lado que nos permite escolher o momento de ir ao mercado, e isso faz toda a diferença".

 

Sobre a evolução da conjuntura económica, Maria Luís Albuquerque  disse que "é menos boa do que gostaríamos", embora Portugal até esteja a crescer mais do que os parceiros do euro. "Temos de ter a ambição de fazer mais. Mas [a economia] não cresce por decreto. Tem de crescer sustentadamente. E ela não vai crescer sem sobressaltos porque o mundo não está propício a isso, com grande instabilidade".

 

Sobre o colapso do BES, a ministra voltou a referir que vai ter consequências negativas, que é preciso agora tentar minimizar, tendo, no entanto, salientado a capacidade de resistência do sector no seu conjunto.

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