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Portugueses vão ter de trabalhar 155 dias para saldar impostos

O "Dia da Libertação dos Impostos" vai neste ano ser celebrado cinco dias mais tarde. Até 3 de Junho, o trabalhador médio angariará apenas o rendimento necessário para saldar as obrigações fiscais.

Eva Gaspar egaspar@negocios.pt 21 de Maio de 2012 às 19:00
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Os portugueses vão ter de trabalhar neste ano 155 dias, mais cinco do que em 2011, para conseguir o rendimento necessário para pagar os impostos devidos. Só a partir de 3 de Junho estarão, em média, libertos das suas obrigações fiscais. Será, portanto, nessa data que poderão celebrar o “Dia da Libertação dos Impostos”, conceito que tem sido desenvolvido ao longo da última década com o propósito de tornar mais visível a carga fiscal e, nessa medida, o custo do Estado para os contribuintes.

Estes resultados foram hoje divulgados pela Fundação para a Reforma Europeia, um “think thank” ligado à família política conservadora e reformista no Parlamento Europeu, com base em dados fornecidos pela Ernst&Young. Estudos muito semelhantes têm vindo a ser conduzidos por cá pela Universidade Nova.

Na comparação entre os 27 países da União Europeia, Portugal surge na metade inferior da tabela da carga fiscal, no 9º lugar, logo depois da Grécia, que poderá comemorar a “libertação” dos impostos a 31 de Maio.

A tabela é liderada pela Bélgica que apenas celebrará a 5 de Agosto o seu “Dia da Libertação dos Impostos). Segue-se, com também pelo menos seis meses de trabalho destinado aos impostos, França (26 de Julho), Áustria (16 de Julho), Hungria (13 de Julho) e Alemanha (12 Julho).

No outro extremo, está Malta (11 Abril), Chipre (10 de Maio) e Irlanda (11 de Maio).

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