Finanças Públicas Presidente considera que Governo "foi sensato" e aceitou "a lógica do sistema"

Presidente considera que Governo "foi sensato" e aceitou "a lógica do sistema"

O Presidente da República considerou hoje que as metas inscritas no Programa de Estabilidade indicam que o Governo aceitou "a lógica do sistema", em vez de a contestar, e seguiu "o caminho menos ideológico e mais pragmático".
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Lusa 21 de abril de 2016 às 20:46

Em declarações aos jornalistas, à entrada para uma visita ao Instituto Politécnico de Portalegre, Marcelo Rebelo de Sousa saudou a opção do Executivo do PS: "Eu acho que foi muito sensato e muito prudente e muito realista".

 

Segundo o chefe de Estado, as metas orçamentais para 2016-2020 implicam "uma descida muito considerável do défice e um esforço de contenção" já no próximo ano, e é preciso esperar para saber "se realmente vai haver ou não essa contenção".

 

"Vamos ver se a Comissão Europeia considera suficiente e, depois, vamos ver se é possível executar. Eu espero que sim", acrescentou.

 

De acordo com Marcelo Rebelo de Sousa, contudo, "já há um ponto que é positivo" na estratégia orçamental do Executivo. "Havia dois caminhos possíveis para o Governo. Um caminho era o de não seguir os compromissos anteriores em relação à redução do défice e ir para Bruxelas contestar toda a lógica do sistema. O segundo caminho era aceitar a lógica do sistema e fazer um esforço para reduzir o défice", sustentou.

 

"O Governo seguiu este segundo caminho. Eu acho que foi muito sensato e muito prudente e muito realista", considerou o chefe de Estado. "Seguiu o caminho menos ideológico e mais pragmático. Isso é positivo", reforçou.

 

Marcelo Rebelo de Sousa qualificou de "muito, muito exigentes" os compromissos assumidos no Programa de Estabilidade para 2017, referindo que "se trata de um corte de 1.400 milhões [de euros] e uma redução do défice para 1,4%, mais do que se esperava".

 

O Presidente defendeu que isso requer "um esforço de corte muito drástico de despesas, porventura de cativação de despesas já este ano e depois para o ano que vem".

 

Por outro lado, salientou que as previsões de crescimento "são números superiores" aos dos últimos anos.

 

Uma questão que se coloca é "se é possível ou não é possível" cumprir essas metas, e outra questão "é se a Comissão Europeia aceita ou não estes compromissos do Estado português", apontou.

 

Sobre a aprovação da Comissão Europeia, acrescentou: "Eu espero que sim. Isso é fundamental. É já em Maio que nós sabermos. Isso era já um começo de vida e um sinal positivo para os próximos tempos".

 




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