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PS admite que “não há respostas simples” para a dívida, mas ignorar é pior

O Partido Socialista defendeu hoje que não existem soluções fáceis para o problema do endividamento do Estado, mas argumentou que ignorar que é um dos principais problemas que Portugal enfrenta é o pior caminho.

Bruno Simão/Negócios
Nuno Aguiar naguiar@negocios.pt 22 de Outubro de 2014 às 19:16
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Numa reunião de plenário dominada pelo tema da reestruturação da dívida pública, o PS voltou a sublinhar a necessidade de discutir a renegociação da dívida nacional, embora tenha continuado a não revelar que solução pretende apresentar.

 

As posições mais assertivas sobre o tema foram expressas pelo PCP e pelo BE. O comunista Paulo Sá argumentou que não renegociar a dívida ou renegociá-la [como os credores querem] condena Portugal ao empobrecimento". Já Mariana Mortágua referiu que "a dívida não é sustentável" e que "a única forma que [este] Governo tem para reduzir a dívida é austeridade". O Bloco considera que os portugueses têm o direito de saber "que contratos são estes tão importantes", que fazem com que o Governo rompa "contratos sociais".

 

José Vieira da Silva foi o escolhido pelos socialistas para falar sobre o assunto, classificando-o como "um dos mais importantes da nossa vida quotidiana, do nosso presente e do nosso futuro". O antigo ministro do Trabalho e da Economia reconheceu que "não há respostas simples", mas notou que "fingir que este problema não existe é a pior forma de lhe dar resposta". O PS pediu assim para que seja feito deste debate "uma afirmação da nossa vida democrática, à procura de uma solução nacional, que marca as nossas gerações e que, se nada fizermos, marcará as gerações futuras".

 

O PS acabou por estar no centro do debate, com os restantes partidos da oposição e da maioria a acusarem os socialistas de não assumirem uma posição sobre a reestruturação de dívida nem de apresentarem soluções concretas.

 

"Dos que levantam a voz para falar contra a dívida, foram muito poucos os que levantaram a voz para falar contra a despesa. Para este debate ser sério, teremos de discutir as causas deste problema", apontou a deputada do CDS-PP, Cecília Meireles, apontando a falta ideias concretas do projecto de resolução do PS.

 

A postura dos partidos da maioria ao longo da sessão foi de aceitação do debate, mas escusaram-se a contribuir para o mesmo. Michael Seufert chegou a classificá-lo como "irresponsável". PSD e CDS preferiram concentrar-se nas raízes do endividamento excessivo que Portugal enfrenta actualmente. "Os que contraíram a dívida são aqueles que querem atirar a toalha ao chão", acusou o social-democrata Cristóvão Crespo. 

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