Finanças Públicas PS diz que dados mostram que "consolidação orçamental foi claramente insuficiente"

PS diz que dados mostram que "consolidação orçamental foi claramente insuficiente"

O PS defendeu que os dados da execução orçamental divulgados hoje demonstram que "a consolidação orçamental foi claramente insuficiente" e que 2014 será um ano "com mais cortes e mais austeridade".
PS diz que dados mostram que "consolidação orçamental foi claramente insuficiente"
Lusa 23 de dezembro de 2013 às 19:21

"Estes valores não só não nos surpreendem, como são a confirmação que a consolidação orçamental em 2013 é, no mínimo, insuficiente", afirmou à Lusa o secretário nacional socialista Eurico Brilhante Dias.

 

Segundo a síntese de execução orçamental de Novembro divulgada hoje, entre Janeiro e Novembro deste ano o défice atingiu os 7.757,3 milhões de euros.

 

O Governo acordou com a ´troika' um limite para o final do ano para o défice em contabilidade pública (fluxos de caixa, diferente da contabilidade nacional em que o défice é apurado pelo INE e que conta para Bruxelas) de 8,9 mil milhões de euros.

 

"Portugal começou este ano com um objectivo orçamental de 4,5% de défice em contabilidade nacional. Esse objectivo foi revisto a meio do ano porque, manifestamente, o Orçamento do Estado de 2013 não era executável. Portanto, nós chegamos ao fim do ano com um conhecimento relativamente fino daquilo que foi a consolidação orçamental deste ano", sustentou Eurico Brilhante Dias.

 

O secretário nacional socialista sublinhou que "o relatório do Orçamento de 2014 já recolhe um dado importante e que foi apresentado pelo próprio Governo, de que o Orçamento no fim do ano será muito próximo dos 6%".

 

"Em Novembro de 2013 temos um saldo primário negativo, quando ainda em 2012 tínhamos um saldo primário positivo, recordo. Portanto, Portugal passará para 2014 com um défice orçamental muito próximo dos 6%", afirmou.

 

Esse cenário levará a que "2014 seja um ano com mais cortes e mais austeridade", declarou Eurico Brilhantes Dias, sublinhando que na sequência do chumbo pelo Tribunal Constitucional da convergência das pensões "o próprio Governo e a ‘troika’, vieram dizer, de imediato, que era preciso substituir as medidas, para atingir o objectivo de 4%, que é o objectivo que está inscrito no Orçamento do Estado".




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