Finanças Públicas PSD diz que dados mostram "ligeiríssimo desvio" e estão em linha com economia europeia

PSD diz que dados mostram "ligeiríssimo desvio" e estão em linha com economia europeia

O PSD afirmou hoje que os números do PIB mostram "um ligeiríssimo desvio" face às previsões do Governo, que está "em linha" com as economias europeias e é justificado pela "falta de procura externa" de vários países.
PSD diz que dados mostram "ligeiríssimo desvio" e estão em linha com economia europeia
Lusa 14 de fevereiro de 2013 às 14:48

"Este ligeiríssimo desvio, que mais não é do que isso, não mete em causa as metas previstas para este ano quer do crescimento económico, quer ao nível da consolidação orçamental", afirmou o vice-presidente da bancada social-democrata Luís Menezes, no Parlamento.

 

A economia portuguesa recuou 3,2% em 2012, um valor mais negativo que o previsto pelo Governo e pela troika na sexta revisão do programa, que apontavam para uma queda de 3% para a totalidade do ano.

 

Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE) na primeira estimativa para o PIB do quarto trimestre de 2012, o produto terá caído 1,8% face ao terceiro trimestre de 2012, a maior queda em cadeia do ano.

 

O deputado do PSD considerou que a estimativa do INE "está praticamente em linha com aquilo que era previsto pelo Governo, pelas entidades internacionais que nos financiam e pela OCDE", sustentando que "esta tendência ligeiramente negativa é uma tendência que se viu a nível europeu".

 

"O PIB na Europa era expectável que descesse 0,4% e desceu 0,6, em Portugal a estimativa do Governo era que descesse 3% e desceu 3,2, como podemos ver este é um comportamento que foi geral a nível europeu, inclusive a Alemanha teve uma contracção do PIB no último trimestre do ano", salientou.

 

Luís Menezes disse esperar que "este ano, com o regresso aos mercados e com a consolidação orçamental", seja "possível começar a reganhar capacidade de financiamento para a economia e no fim do dia fazer com que todos estes resultados positivos comecem a tornar-se palpáveis na vida das pessoas".

 

"O que vemos é muito simplesmente que há uma grande influência da falta de procura externa por parte dos nossos parceiros europeus, que também viram as suas economias contraírem-se, por isso há uma ligeiríssima diferença nos números, que estão em linha com o comportamento da economia europeia", reforçou.




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