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"Governo tem cortado despesa todos os dias" e esforço "não tem paralelo nos últimos 50 anos"

Passos Coelho justificou o aumento de impostos e a introdução do imposto especial no subsídio de Natal com o agravamento da recessão internacional e com "um desvio" nas contas públicas que "complica muito o objectivo" traçado pelo Executivo, mas prometeu “reduzir 10% de despesa corrente num ano”.

Lusa 14 de Agosto de 2011 às 22:57
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O primeiro-ministro e líder do PSD garantiu hoje que o Governo “tem cortado despesa todos os dias” desde que iniciou funções e que a contenção pedida a todos os ministérios “não tem paralelo nos últimos 50 anos”.

No discurso proferido na festa do Pontal, em Quarteira, no Algarve, que marca a 'rentrée' do partido após as férias de verão, Passos Coelho justificou o aumento de impostos e a introdução do imposto especial no subsídio de Natal com o agravamento da recessão internacional e com "um desvio" nas contas públicas que "complica muito o objectivo" traçado pelo Executivo, mas prometeu “reduzir 10% de despesa corrente num ano”.

“Nós estamos a passar pela maior prova que um país em democracia tem memória de ter realizado, cortando quase 10 por cento da sua despesa corrente em apenas um ano”, afirmou Passos Coelho, frisando que “o corte de despesa que foi solicitado a todos os ministros, a toda a administração do Estado, não tem paralelo nos últimos 50 anos”.

Passos Coelho disse que perante as dificuldades que encontrou, “ou se fazia de conta que nada passava ou se olhava o problema de frente, se informava os portugueses e se tomavam medidas” para combatê-las.

“O que estamos a fazer vai ficar na nossa história, na história da Europa e na da democracia”, afirmou Passos Coelho, perante cerca de 3.000 pessoas reunidas no calçadão de Quarteira, no concelho de Loulé, frisando que “não houve nenhum país que em tão pouco tempo tivesse ousado propor-se reduzir a despesa do Estado desta maneira e ao mesmo tempo lançar uma reforma estrutural que volte a trazer o crescimento, como nós estamos a fazer”.

O primeiro-ministro disse que o trabalho realizado em menos de dois meses de mandato “restaurou a credibilidade de Portugal” e permitiu que a avaliação da 'troika' (Fundo Monetário Internacional, Comissão Europeia e Banco Central Europeu) às medidas implementadas nesse curto espaço de tempo “fosse positiva”.

Passos Coelho sublinhou que isso aconteceu também porque o “Governo foi ambicioso e decidiu ir mais além”, o que permitiu que Portugal conseguisse “não sofrer as mesmas consequências que a Grécia e mostrar que conseguia cumprir os seus compromissos”.
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