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Freitas do Amaral: Regresso aos mercados “não é mérito deste Governo”

Freitas do Amaral considera que o regresso de Portugal aos mercados “é bom para o País”, mas o mérito é, exclusivamente, do presidente do Banco Central Europeu.

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Rita Faria afaria@negocios.pt 24 de Janeiro de 2013 às 14:23
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“Ontem fez-se um grande festejo por Portugal ter regressado aos mercados. É bom para o País, porque é o início de uma recuperação da credibilidade do Estado nos mercados internacionais”, disse Freitas do Amaral, à margem da conferência da Antena 1 sobre o Estado social. Contudo, o ex-ministro acredita que “não é mérito deste Governo”.

 

Segundo o antigo responsável político, “o mérito é do senhor Mario Draghi que, em Agosto passado, fez declarações em que se comprometeu a defender o euro fosse como fosse, e os mercados recuperaram confiança, e os juros começaram a baixar”.

 

Apesar disso, considera que “foi uma boa decisão aproveitar a oportunidade” ainda que este regresso “não se reflectirá em nenhuma melhoria da situação de vida dos portugueses”.

 

Sobre a execução orçamental de 2012, Freitas do Amaral sublinha que o défice só ficou no limite previsto devido “a um truque”, a receita extraordinária da venda da ANA.

 

Quanto à reforma do Estado, o antigo governante acredita que “o que se está a passar é fogo-de-vista”, e que o objectivo do governo é caminhar para “um Estado mínimo”. Prova disso é o corte “cego” de 4 mil milhões de euros na despesa pública, sustentado por um relatório do FMi que considera ser “um frete” ao governo”.

 

“O FMI tem técnicos bons e maus. Às vezes faz estudos por sua iniciativa, que são os melhores, outras vezes faz fretes ao governo. Vem um governo dizer que quer cortar 4 mil milhões na despesa pública, e eles fizeram o frete”, justificou.

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