Finanças Públicas Saldo externo atinge 1,6% do PIB no segundo trimestre

Saldo externo atinge 1,6% do PIB no segundo trimestre

A capacidade de financiamento da economia portuguesa passou de 1% do PIB no primeiro trimestre para 1,6% no segundo. Uma evolução que se deve às exportações. Na óptica financeira, as famílias continuam a aumentar a sua poupança.
Saldo externo atinge 1,6% do PIB no segundo trimestre
Helena Garrido 30 de setembro de 2013 às 11:51

“A economia portuguesa registou uma capacidade de financiamento de 1,6% do PIB no ano acabado no segundo trimestre de 2013”, contra 1% no trimestre anterior, revela o INE nas suas “Contas Nacionais Trimestrais por Sector Institucional”.

 

A melhoria do saldo externo é explicada, “em larga medida”, pelo “saldo externo de bens e serviços”. As exportações, afirma o INE, aumentaram 1,6% (em termos reais) no ano terminado no segundo trimestre de 2013, o que mais do que compensou a subida em 0,7% das importações.

 

Quando se analisa a capacidade de financiamento da economia por sectores institucionais, verifica-se que as famílias continuam a reforçar o seu saldo positivo, enquanto o Estado e as empresas registam necessidades de financiamento.

 

Famílias alimentam capacidade de financiamento

 

As famílias, com uma taxa elevada, e as sociedades financeiras, com uma taxa mais baixa e em queda, continuam a ser as únicas com capacidade de financiamento. A banca regista contudo uma quebra nesse saldo positivo. O Estado e as empresas são os sectores que necessitam de financiamento mas os dois reduziram o seu saldo negativo.

 

A capacidade de financiamento das famílias aumentou em 0,2 pontos percentuais do PIB, passando de 7,6% para 7,8% do PIB no ano terminado em Junho. No caso das sociedades financeiras, a situação foi menos boa, com a capacidade de financiar a reduzir-se de 3,7% para 2,4%.

 

As administrações públicas registaram necessidades de financiamento de 6,1% no ano terminado no segundo trimestre de 2013, face a 7% no primeiro trimestre.  Repare-se que a capacidade de financiamento das famílias já é suficiente para “alimentar” as necessidades das administrações públicas.

 

As empresas mantêm igualmente necessidades de financiamento mas igualmente em queda. As sociedades não financeiras, como são designadas, passaram de necessidades de financiamento de 3,2% do PIB para 2,4% no ano terminado no segundo trimestre.

 

No seu conjunto, famílias e sociedades financeiras somam uma capacidade de financiamento equivalente a 10,2% do PIB durante o ano terminado no segundo trimestre de 2013, face a 11,3% no primeiro trimestre. Uma redução que é fundamentalmente explicada pela redução da capacidade de financiamento das sociedades financeiras do primeiro para o segundo trimestre.

 

As necessidades de financiamento que têm origem nas empresas e no Estado somaram 8,5% do PIB no ano terminado no segundo trimestre de 2013, em queda dos 10,2% que se verificavam no primeiro trimestre.




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