Finanças Públicas Saldo externo continua a subir

Saldo externo continua a subir

O balanço das relações financeiras com o exterior permitiu gerar uma capacidade de financiamento de 1,8% do PIB no ano terminado em Setembro. Saldo de 2012 afinal foi negativo, diz INE.
Saldo externo continua a subir
Reuters
Rui Peres Jorge 27 de dezembro de 2013 às 12:16

A economia portuguesa registou uma capacidade de financiamento de quase três mil milhões de euros nos 12 meses terminados em Setembro, o que equivale a 1,8% do PIB, um valor que bate os 1,6% registados no trimestre anterior e é o melhor resultado registado na base de dados do INE que recua até ao início da década anterior.


A medida do desempenho nacional foi hoje divulgada pelo Instituto Nacional de Estatística: “No ano acabado no 3º trimestre de 2013, a capacidade de financiamento da economia portuguesa aumentou para 1,8% do PIB (1,6% no 2º trimestre de 2013)”, lê-se na nota que acompanha os dados das contas nacionais por sector institucional da economia portuguesa.


O instituto diz ainda que a “evolução reflectiu a melhoria do Saldo Externo de Bens e Serviços”, dando conta que nos 12 meses terminados em Setembro as exportações aumentaram 1,6% contra um crescimento de 0,9% das importações, o que deu um contributo decisivo para a capacidade de gerar um excedente externo.


2012 revisto em baixa


Este ano poderá afinal vir a ser o primeiro em que Portugal consegue um saldo externo positivo. O feito histórico estava registado como tendo acontecido em 2012 – embora de apenas 300 milhões de euros – mas sexta-feira o INE veio cortar este valor para os 200 milhões de euros negativos, devido a uma revisão em baixa feita pelo Banco de Portugal ao montante de rendimentos recebidos do exterior no ano passado.


“Ao nível do saldo externo global da economia portuguesa em 2012 ocorreu uma alteração, observando-se agora uma necessidade de financiamento de 0,1% do PIB. Esta alteração traduziu a revisão dos rendimentos primários na Balança de Pagamentos compilada pelo Banco de Portugal, tendo o saldo destes rendimentos sido revisto em baixa em cerca de 516 milhões de euros em 2012 (cerca de 0,3% do PIB)”, lê-se na nota do INE.




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