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Seguro: Grécia foi alvo de receita errada

O secretário-geral do PS considerou hoje importante para Portugal e para o euro que a Grécia permaneça na moeda única e salientou que os gregos foram alvo de uma receita errada de austeridade que agravou os problemas. Espera mudanças com Hollande.

Negócios com Lusa 17 de Maio de 2012 às 15:16
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"O PS deseja que a Grécia não saia do euro. Seria muito importante para o euro e para Portugal que a Grécia permaneça [na moeda única] e, nesse sentido, ao nosso nível, trabalharemos para que isso não aconteça", declarou António José Seguro aos jornalistas, depois de receber na sede nacional do PS os parceiros sociais.

Depois, António José Seguro deixou duras críticas às opções até agora seguidas pela generalidade dos líderes da União Europeia, dizendo que, neste momento, "já há razões de sobra para que se perceba uma coisa: A receita da austeridade a qualquer preço é uma receita errada".

"Ao longo dos anos em que esta receita vem sendo aplicada, com maior expressão na Grécia, em vez de ter resolvido problemas, avolumou os problemas. Uma receita que em vez de resolver problemas ainda acrescenta mais problemas dos pontos de vista económico e social é uma receita condenada ao fracasso", declarou o líder dos socialistas.

António José Seguro defendeu depois que a União Europeia e Portugal deveriam "abandonar essa receita da austeridade a qualquer preço, substituindo-a por uma austeridade inteligente nas doses adequadas ao ajustamento económico em cada país".


Socialistas em Franças trazem novos ventos

O secretário-geral do PS disse ainda que a França deu um "novo fôlego" à defesa das dimensões económica e social da União Europeia, advertindo que só ratificará o Tratado Orçamental se tiver uma adenda para o crescimento.

O novo ministro das Finanças francês, Pierre Moscovici, advertiu hoje que a França não ratificará o Pacto Orçamental Europeu se o documento não contemplar medidas de estímulo ao crescimento da economia.

Confrontado pelos jornalistas com esta posição, António José Seguro declarou: o novo ministro das Finanças francês, Pierre Moscovici. "Na minha opinião, [essa posição] dá fôlego".

"O PS agiu bem quando, há mais de um mês, propôs na Assembleia da República um acto adicional ao Tratado Orçamental, porque o tratado é desequilibrado e necessita de ser complementado com políticas económicas e sociais, tendo em vista a promoção do crescimento e do emprego", disse António José Seguro, após ter estado toda a manhã reunido com parceiros sociais.

Nas declarações que fez aos jornalistas, o líder do PS disse ainda "saudar todas as posições que, tanto na família socialista europeia, como em diferentes governos, acentuem a necessidade de equilibrar o tratado".

António José Seguro referiu depois que, na próxima quarta-feira, em Bruxelas, participará numa reunião de líderes socialistas e que um dia antes, na terça-feira, em Estrasburgo, terá reuniões com o presidente do Parlamento Europeu e com o comissário europeu para o emprego.

"Essas reuniões destinam-se precisamente a acentuar a necessidade de a Europa também se dotar com um tratado com dimensões económica e social", afirmou o secretário-geral do PS.

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