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Strauss-Kahn: Crise da dívida europeia não deve ser subestimada

A situação na Europa é "séria" e cada país deve decidir se recorre, ou não, à ajuda do Fundo Monetário Internacional (FMI).

Ana Luísa Marques anamarques@negocios.pt 02 de Dezembro de 2010 às 13:21
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"Não devemos subestimar a importância desta crise. Quando os países precisam de apoio, financeiro ou técnico, ficamos felizes por poder dá-lo. Mas não somos um banco comercial. Não andamos a bater às portas e a dizer que devíamos conceder empréstimos. Os países são soberanos e eles decidem se querem, ou não, ajuda externa", afirmou o director-geral do FMI.

Durante uma conferência empresarial, que está a decorrer em Nova Deli, Dominique Strauss-Kahn (na foto) defendeu que os países europeus precisam de repor a confiança nas suas finanças públicas.

Devido à crise das finanças públicas, a Grécia e a Irlanda já tiveram que recorrer à ajuda da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional. Na semana passada, a Irlanda chegou a acordo para receber uma ajuda no montante de 85 mil milhões de euros.

Os receios de contágio a outros Estados-membros da Zona Euro, nomeadamente Portugal e Espanha, ainda não terminaram e os juros da dívida pública continuam a subir.

Quanto à economia global, o director-geral do FMI afirmou que esta continua "frágil" e a enfrentar elevados níveis de taxa de desemprego. Strauss-Kahn defendeu a necessidade de criar mecanismos que permitam antecipar crises económicas e financeiras como a que atingiu a economia mundial.
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