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Taxa de poupança das famílias cresce para máximos de 14 anos

As famílias portuguesas aumentaram a sua taxa de poupança, no ano passado, num período em que os cortes nos gastos foram superiores à perda de rendimentos. O nível de poupança está em máximos de 1999.

Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 28 de Março de 2013 às 12:09
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A taxa de poupança das famílias aumentou de 9,1%, em 2011, para 11,6% do rendimento disponível, no ano passado, de acordo com os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), que realça que este é o valor mais elevado “da actual série de contas trimestrais por sector institucional iniciada em 1999.”

 

A justificar esta evolução estão os cortes nos gastos por partes das famílias, que se sobrepuseram à perda de rendimentos. “Este aumento da taxa de poupança tem subjacente uma redução de 0,9% do rendimento disponível em 2012, que foi mais que compensada pela acentuada diminuição da despesa de consumo final (taxa de variação de -3,7% em 2012)”, refere o INE na nota de análise.

 

As remunerações das famílias “diminuíram 7,2% em 2012”, mas o aumento das “contribuições e prestações sociais e o aumento do saldo de rendimentos de propriedade permitiu atenuar o impacto da redução das remunerações no rendimento disponível.”

 

Com a evolução da poupança, as famílias também aumentaram a sua capacidade de financiamento.

 

Mas não foram as únicas. A economia nacional terminou o ano com uma capacidade de financiamento, em vez de necessidades, de acordo com os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE). É a primeira vez desde que há dados comparáveis (1995) que Portugal tem capacidade de financiamento. Em 2011, o país fechou com uma necessidade de financiamento de 5,6%.

 

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