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Técnicos do FMI e da UE chegam amanhã a Dublin

Uma missão de peritos europeus e do FMI chegará amanhã à capital irlandesa para começar a preparar um eventual programa de ajuda internacional à banca irlandesa.

Eva Gaspar egaspar@negocios.pt 17 de Novembro de 2010 às 11:27
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O anúncio foi feito esta manhã pelo ministro irlandês das Finanças, Brian Lenihan (na foto). Esta missão, que integrará representantes da Comissão Europeia, do Banco Central Europeu (BCE) e do Fundo Monetário Internacional (FMI), irá “examinar os problemas estruturais da banca irlandesa, no contexto das pressões recentes dos mercados financeiros, e avaliar o que deve ser feito, porque as questão da banca são difíceis e muito técnicas”, explicou o ministro à rádio pública RTE.

O governo só pedirá ajuda se o esforço identificado para estabilizar o sector foi considerado “demasiado grande para um pequeno país com a Irlanda”. “As conversações vão começar quinta-feira”, acrescentou, precisando que não está fixada qualquer data para a sua conclusão, apesar destas terem sido convocadas com carácter de urgência”.


Dublin não mexe no IRC


O ministro assegurou ainda que, mesmo no caso de a banca irlandesa ser intervencionada, não há razão para que os parceiros internacionais exijam ao Governo para que suba a taxa de imposto que aplica aos lucros das empresas – 12,5%, uma das mais baixas do mundo desenvolvido. Em sua opinião, a atractividade fiscal é “essencial para alimentar as expectativas de crescimento” da economia irlandesa.

A Irlanda acabou ontem à noite por aceitar iniciar negociações "rápidas e concisas" com a comunidade internacional com vista a "preparar um potencial programa de apoio" à banca irlandesa, de modo a garantir que as verbas necessárias estarão rapidamente à disposição "caso se revelem necessárias".

Se a Irlanda pedir formalmente ajuda, a Europa estará então em condições de socorrer a banca do país "num prazo de cinco a oito dias úteis" e será capaz de disponibilizar "montantes significativos" através do Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF). Segundo a Imprensa internacional, em causa estará uma ajuda de 80-100 mil milhões de euros. As sucessivas injecções de capitais públicos na banca irlandesa farão disparar o défice orçamental irlandês para 32% do PIB.


Mercados ainda ao rubro

A decisão de iniciar conversações com vista a uma possível ajuda internacional à banca irlandesa e as garantias dadas pelos responsáveis europeus de que a Irlanda é um caso específico, não comparável ao de Portugal, não serenou os mercados da dívida pública.

Os juros das obrigações de curto prazo de Portugal e da Irlanda dispararam esta manhã, reflectindo a incerteza em torno da situação irlandesa.

O Instituto de Gestão da Tesouraria e do Crédito Público (IGCP) foi ao mercado, conseguiu colocar a totalidade dos 750 milhões de euros em dívida a reembolsar daqui a 12 meses, mas teve que pagar um juro recorde nesta maturidade, de 4,813%. Esta taxa compara com os 3,26% pagos em Novembro e 0,928% pagos em Janeiro em operações que envolveram o mesmo prazo de reembolso.

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