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Teixeira dos Santos: Acordo com a Grécia "está longe de colocar um fim" aos problemas

O ex-ministro das Finanças avisa que um falhanço das negociações deixaria Portugal numa posição sensível, escreve num artigo de opinião no Económico. E com acordo, os problemas de um lado e outro estão longe de resolvidos.

Bruno Simão
Negócios 24 de Junho de 2015 às 09:38
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Fernando Teixeira dos Santos, o ex-ministro das Finanças que dirigiu o pedido de assistência externa português à troika, avisa que, mesmo com o acordo que se parece vislumbrar entre a Grécia e os credores, os problemas e desafios que se colocam à Zona Euro estão longe de resolvidos. Sem acordo, o desafio é bem maior, já que Portugal poderia mesmo ser obrigado a novo pedido de assistência, escreve num artigo de opinião no Económico.

 

"O acordo que finalmente se vislumbra entre a Grécia e os seus parceiros está longe de colocar um fim aos seus problemas e aos da área do euro", escreve Teixeira dos Santos, que defende que a Zona Euro tem de apostar em mais integração, incluindo uma união orçamental.

"A união monetária e a união bancária são insuficientes. Há que avançar com uma união orçamental com instrumentos de estabilização macroeconómica, com soluções de financiamento apropriadas e com capacidade de apoiar os seus estados membros na implementação das reformas estruturais indispensáveis", lê-se no texto publicado quarta-feira, dia 24 de Junho.

O professor da Faculdade de Economia da Universidade do Porto defende ainda que a falta de acordo poderia novamente abrir uma caixa de Pandora sobre a união monetária, com risco de consequências graves para Portugal. A verificar-se um incumprimento e uma saída da Grécia da Zona Euro, as consequências para a área do euro seriam imprevisíveis. "Para Portugal, e outros países da chamada periferia, o risco de contágio é elevado implicando o agravamento das condições de financiamento e um ambiente de incerteza acrescida com a consequente deterioração da situação económica", escreve o ex-governante, acrescentando que "os "cofres cheios" [no ministério das Finanças] só servem de almofada transitória. Não resistem a uma crise prolongada casos os mercados apontem na saída de Portugal do euro".

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