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Troika quer gregos a trabalhar seis dias por semana

Os representantes da troika, que regressam esta semana a Atenas, vão pedir ao governo grego que introduza maior flexibilidade no mercado de trabalho, e que aumente a semana laboral de cinco para seis dias.

Rita Faria afaria@negocios.pt 03 de Setembro de 2012 às 17:01
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A informação procede de um e-mail enviado pelos representantes da troika aos ministérios gregos das Finanças e do Trabalho, que chegou às mãos do jornal grego “Imerisia”, citado pelo “Expansión”.

A autenticidade deste e-mail e do seu conteúdo já foi confirmado pelo Ministério das Finanças à agência noticiosa Efe, de acordo com o jornal espanhol, mas o ministério não terá adiantado mais pormenores sobre a informação.

Entre as propostas mais polémicas destaca-se o aumento dos dias de trabalho semanais, de cinco para seis, a redução do período de descanso entre turnos para 11 horas, e a eliminação das restrições sobre as mudanças de turno da manhã e da tarde, conforme exigido pelo empregador, avança o jornal “Imerisia”.

Da mesma forma, a troika exige reduzir para metade as indemnizações por despedimento e o tempo que o empregador tem para fazer a notificação da rescisão do contracto. A troika quer ainda reduzir o imposto equivalente à TSU.

“Não são propostas novas, a troika já está a elaborá-las há muito tempo. Mas, neste momento, são só propostas, não significa que o governo grego deva aceitá-las”, explicou à Efe fonte do ministério das Finanças, que não quis ser identificada.

A troika está na Grécia desde a semana passada, mas os chefes da missão só chegarão a Atenas na sexta-feira, com o objectivo de supervisionar o novo plano de cortes orçamentais no valor de 11,6 mil milhões de euros.
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