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Zapatero diz que é preciso terminar com incerteza em torno de ajuda privada à Grécia

É necessária uma resposta europeia para a actual crise da dívida, defende o primeiro-ministro espanhol.

Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 11 de Julho de 2011 às 12:51
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O primeiro-ministro espanhol, José Luis Zapatero, afirmou hoje que é necessária uma resposta “europeia” à crise da dívida, crise essa que se estende devido à incerteza relativamente ao envolvimento do sector privado na sua resolução.

De acordo com a agência Bloomberg, Zapatero assegurou que a Grécia é mesmo o “problema fundamental” para que os juros das obrigações dos países periféricos continuem a escalar no mercado secundário.

Hoje, os juros espanhóis sobem 32,3 pontos base para 4,089% nas obrigações a dois anos, alcançando um máximo de Setembro de 2008. Em máximos desde a entrada no euro, estão os prazos a cinco e dez anos, com avanços em torno dos 20 pontos base. Isto alarga a distância face às "bunds" alemãs, já que estas seguem a perder terreno. Os investidores afastam-se das dívidas periféricas e procuram, portanto, activos mais seguros, como os alemães. Hoje, o prémio na maturidade a dez anos entre títulos espanhóis e germânicos já atingiu um máximo desde a entrada no euro, devido à indefinição à situação na Grécia.

Além das dúvidas quanto à capacidade de os helénicos pagarem a sua dívida, é nomeadamente o debate em torno de qual será a participação dos privados na solução a este problema que leva à permanência da crise.

“Isto tem de ser esclarecido rápida e precisamente”, considerou o líder do Executivo espanhol numa conferência de imprensa, no dia em que as autoridades da Comissão Europeia, da União Europeia e do Banco Central Europeu se encontram para discutir este assunto. Zapatero avisou que é preciso uma resposta “europeia” para a crise.

Além das declarações sobre a situação da Europa, hoje, o primeiro-ministro espanhol anunciou a nova composição do Governo, depois de Alfredo Rubalcaba ter deixado o Executivo para ser o candidato oficial às eleições do próximo ano pelo PSOE.

A ministra da Economia, Elena Salgado, passou de segunda vice-presidente do Governo a primeira vice-presidente, com o ministro da Política Territorial, Manuel Chaves, a passar para o segundo lugar na vice-presidência do Executivo.

O ministério do Interior passou a ser liderado pelo secretário de Estado da Segurança, Antonio Camacho.

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