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Estado devia ter posição minoritária em empresas estratégicas

Antigo administrador da Galp Energia defende que o Estado devia deter posições minoritárias em empresas estratégicas de sectores como a energia e as telecomunicações.

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Ana Laranjeiro alaranjeiro@negocios.pt 16 de Janeiro de 2013 às 17:03
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Murteira Nabo defende que “há áreas estratégicas” - devido às posições de monopólio ou à influência que os bens têm na vida das pessoas”, como é o caso da energia e das telecomunicações - em que o Estado devia ter uma maior proximidade e um "maior conhecimento do que passa nas empresas".

 

“A experiência que tenho é que empresas como a EDP, a PT ou a Galp requerem uma permanente ligação ao Estado. As questões que [essas empresas] têm em cima da mesa são sempre muito ligadas às do próprio Estado”, sublinhou o ex-administrador da Galp Energia, acrescentando que essa ligação é "mais fácil" se o Estado estiver presente como accionista.

 

Murteira Nabo defende que todas as empresas de transportes “podem ser privatizadas à excepção da REFER”. “O Estado tem é que garantir que a política social [das empresas] se mantém. Que o modelo social europeu se mantém.

 

“Não tenho nada contra as privatizações desde que seja garantido o que eu chamo de políticas públicas”, acrescentou. Neste sentido, as indemnizações compensatórias pagas pelo Estado a estas empresas têm de aumentar. “O que aconteceu nas empresas de transportes nos últimos anos é que o Estado não capitalizou as empresas e não deu as indemnizações compensatórias. Acontece que, por essa razão, essas empresas estão todas em falência técnica”, frisou.

 

No caso da TAP, Murteira Nabo defendeu que o caminho ideal seria a venda da empresa a europeus ou a países da CPLP.

 

Em relação à RTP, o antigo administrador da Galp defende “que o Estado deve ter um canal público, sem publicidade”.

 

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