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PS recusa apelo do PSD para que participe na comissão da reforma do Estado

O líder da bancada do PS recusou hoje o apelo do PSD para que aceite participar na comissão parlamentar eventual para a reforma do Estado, iniciativa da maioria governamental que será votada sexta-feira em plenário.

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Lusa 16 de Janeiro de 2013 às 15:46
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"O PS não alterou a sua posição. Não participaremos numa comissão que apenas serve como cortina de fumo para esconder um corte de quatro mil milhões de euros nas funções sociais do Estado e que se destina a tapar um buraco orçamental que a maioria criou", declarou Carlos Zorrinho à agência Lusa.

 

Na sequência da reunião de hoje da conferência de líderes parlamentares, foi agendada para sexta-feira a votação de uma iniciativa do PSD e CDS-PP para criar uma comissão eventual destinada a discutir a reforma do Estado.

 

Em declarações aos jornalistas, o presidente do Grupo Parlamentar do PSD, Luís Montenegro incitou depois o PS "a aproveitar esta comissão eventual para apresentar as suas ideias".

 

Luís Montenegro afirmou ainda desejar que "nenhum partido no Parlamento possa fugir às responsabilidades", rejeitando a ideia de que o PS faça "um boicote" ao funcionamento da comissão eventual.

 

"Não quero acreditar que isso vá acontecer", declarou, apelando a uma "postura séria" e afirmando acreditar que, "a seu tempo, o PS não deixará de estar presente".

 

No mesmo sentido da declaração de Carlos Zorrinho, o secretário-geral do PS, na terça-feira, na sessão de encerramento das Jornadas Parlamentares do PS, em Viseu, reiterou a recusa dos socialistas em participarem no objectivo do Governo de cortar quatro mil milhões de euros na despesa pública, alegando que cortar "não é nenhuma reforma" e que reformar "é uma mudança natural e estrutural".

 

"Como o Governo não quer fazer uma verdadeira reforma do Estado e tem o memorando [da troika] como o seu programa, o PS toma a iniciativa e vai debater com os portugueses o programa político alternativo. É o que faremos durante as próximas semanas, começando já no sábado, em Coimbra, propondo aos portugueses um novo programa de desenvolvimento para Portugal", declarou.

 

No entanto, na mesma intervenção, o secretário-geral do PS advertiu que os socialistas apresentarão as suas propostas "no tempo próprio, sem pressas, sem cedência à chantagem ou a pressões", já que "está em causa um compromisso que envolve várias gerações (as presentes e as futuras) e algo terá profundas consequências na vida dos portugueses nas próximas décadas".

 

"Não se aborda uma questão tão complexa e profunda como se fosse uma conversa fechada entre amigos, como está a fazer o Governo, à pressa, às escondidas, com chicana política e com anúncios pelos jornais. Uma alteração tão profunda do Estado não pode depender de uma maioria circunstancial, nem estar prisioneira de uma conjuntura específica de recessão", defendeu.

 

 

 

 

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