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Schulz: “Acho que o FMI devia ser mais coerente”

Presidente do Parlamento Europeu considera que Portugal deveria receber uma compensação por estar a cumprir o programa de ajustamento. Mas essa compensação não deve ser a imposição de mais cortes, mas sim apoio ao investimento.

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Rita Faria afaria@negocios.pt 11 de Janeiro de 2013 às 14:35

Martin Schulz comentou esta tarde o relatório do FMI onde a instituição internacional recomenda cortes de 4 mil milhões de euros na economia portuguesa. O presidente do Parlamento Europeu considera que o FMI deveria ser “mais coerente”.

 

“Não conheço o relatório em detalhe”, mas “a mensagem do FMI” é que “cortes na despesa permitem imediatamente reganhar a confiança dos investidores”, afirmou o responsável durante a conferência de imprensa na Assembleia da República. A verdade é que “estamos a cortar, a cortar, a cortar há anos, mas a confiança dos investidores não chega imediatamente”.

 

Schulz acredita que “por um lado, precisamos de disciplina orçamental, mas sem investimento estratégico no crescimento e na luta contra o desemprego perderemos a estabilidade social e o apoio das pessoas para os programas de reforma”.

 

Sobre o relatório que foi divulgado esta semana pelo Negócios, Martin Schulz confessou-se “espantado” com as conclusões do FMI.

 

“Há algumas semanas o FMI já tinha reconhecido que erraram em apostar apenas em cortes. Acho que o FMI devia ser mais coerente, porque apresentam agora uma recomendação” em sentido contrário, afirmou. “Gostaria que o FMI dissesse que sem investimento, só os cortes não têm sentido”.

 

Schulz acrescentou que “Portugal fez muito, fez enormes sacrifícios, está no bom caminho para regressar aos mercados, mas se o prémio para todos estes sacrifícios é a imposição de mais cortes, este não é o prémio que Juncker falava, nem eu”. Pelo contrário, sugere que a recompensa pelo cumprimento do programa de ajustamento deveria ser “dinheiro para investimento” em áreas como por exemplo as energias renováveis.

 

“Apoiar o país ao nível do investimento é o prémio que o País merece”, concluiu. 

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