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Álvaro Santos Pereira: “Tudo faremos para defender o acordo e a paz social"

Álvaro Santos Pereira assegura que o Governo está a lançar as bases para uma economia mais competitiva e geradora de emprego. Diz que, neste domínio, o ensino dual é porventura o legado mais importante que está a ser deixado por este Governo.

Eva Gaspar egaspar@negocios.pt 27 de Fevereiro de 2013 às 16:47
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O ministro da Economia elogiou esta tarde o “patriotismo” e o “sentido de responsabilidade” dos parceiros sociais, frisando que tal tem sido, e continuará a ser, "fundamental" para a execução do processo de ajustamento e de reconversão da economia portuguesa. "Sem concertação social é impossível ter sucesso o processo de ajustamento". "Tudo faremos para defender o acordo e a paz social”, assegurou o governante, ao referir que a relativa estabilidade social em Portugal é um activo ao qual os investidores internacionais se referem frequentemente.

 

Falando numa conferência sobre a Europa, em Lisboa – a primeira de várias promovidas pela JSD com o tema da reforma do Estado como pano de fundo, e que terá entre os oradores convidados os socialistas Francisco Assis e João Proença – Álvaro Santos Pereira assegurou que o Governo está a lançar as bases para uma economia mais competitiva e geradora de emprego, e que o desafio do crescimento é português e europeu. "Esta não é só uma crise financeira, mas também uma crise de crescimento", mas as reformas "não dão resultados imediatos".

 

“Eu gosto de crescimento – quem não gosta? Mas não basta falar de crescimento. Temos de lançar as bases que abarcam uma série de reformas” que – disse – estão “quase todas feitas”.

 

Neste domínio, Santos Pereira destacou o ensino dual como porventura "o legado mais importante" que está a ser deixado por este Governo. Mas, acrescentou, é preciso fazer mais para tornar Portugal menos burocrático e mais atractivo, designadamente em termos fiscais, ao investimento.

 

“O problema principal que temos em mãos no curto prazo é o desemprego. Mas não podemos, como fizeram outros Governos, jogar dinheiro em cima dos problemas, chutando o pagamento das dívidas para gerações futuras”, afirmou, assegurando que o novo ciclo de fundos estruturais vai ser posto ao serviço das empresas e não mais para "pontes ou rotundas".

 

Questionado, à margem da conferência, sobre o editorial de hoje do Jornal de Angola a apelar ao fim do investimento angolano, Santos Pereira não quis alimentar polémicas, respondendo que é importante gerar "sinergias", na medida em que Angola, como Moçambique, tem interesse em usar Portugal como plataforma dos seus investimentos, sendo também verdadeiro o inverso.

“A palavra-chave entre economia irmãs é a reciprocidade. (…) Não tenho a menor dúvida de que só temos a ganhar se continuarmos a trabalhar em conjunto”.

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