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Apesar das ameaças de chumbo, Marcelo considera "natural" que OE2022 seja aprovado

Presidente da República considera que é "de bom senso" que os partidos deem a mão ao Governo para viabilizar o Orçamento do Estado para o próximo ano, dados os "custos" que um eventual chumbo teria. Governar em duodécimos não é solução para Marcelo.

Joana Almeida JoanaAlmeida@negocios.pt 13 de Outubro de 2021 às 16:36
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O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, defendeu esta quarta-feira que "é natural" que a proposta de Orçamento do Estado para o próximo ano (OE2022) seja aprovado no Parlamento. O chefe de Estado considera que é "de bom senso" que os partidos deem a mão ao Governo para aprovar o OE2022, dados os "custos" que um eventual chumbo teria. 

"É para mim natural que o orçamento passe na Assembleia. Por que é que é natural? Se o OE era chumbado, dificilmente o Governo poderia continuar a governar com o orçamento deste ano dividido por 12 sem fundos europeus", referiu Marcelo Rebelo de Sousa, em reação à proposta de OE2022 e às ameaças de chumbo do Bloco de Esquerda (BE) e PCP.

Num cenário de chumbo do OE2022, Marcelo Rebelo de Sousa diz que "muito provavelmente haveria eleições" legislativas, o que significaria "60 dias entre a convocação e realização". Como não poderia haver eleições entre o Natal e o final do ano, "as eleições ficariam para janeiro, o que significaria Governo em fevereiro e novo orçamento em abril". 

Ou seja, seriam "seis meses de paragem na nossa sociedade, economia e nos fundos europeus". "Será que o orçamento a aparecer em abril, supondo que era fácil aprová-lo, compensava os custos todos?", questiona o Presidente. 

Argumentando que "o bom senso compensa os custos, que são muito elevados", Marcelo Rebelo de Sousa está confiante de que "o natural é que, com mais entendimento ou menos, com mais paciência ou não, o orçamento acaba por passar na Assembleia da República", obrigando os partidos a "encontrarem soluções de acordo". 

É esse pensamento de que o país "não deve ter seis meses de paragem", por causa de eleições para formar novo Governo para aprovar o novo orçamento, que o Presidente da República vai transmitir aos partidos com assento parlamentar, com que vai reunir-se para discutir a proposta de OE2022, entregue pelo Governo na segunda-feira. 

"Vou ouvi os partidos políticos porque este é o meu pensamento, mas acho sempre que, em democracia, há quem pense melhor que eu e que considere que o orçamento a sair em abril vai ser muito diferente e muito melhor do que um orçamento a sair agora em novembro", explicou.
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