Orçamento do Estado Bloco: "Votamos este Orçamento pelas escolhas que faz, sabendo que muito fica por fazer"

Bloco: "Votamos este Orçamento pelas escolhas que faz, sabendo que muito fica por fazer"

Este foi o Orçamento mais escrutinado e debatido e o primeiro em cinco anos que não contraria a Constituição, declarou Mariana Mortágua na discussão final no Parlamento. Elogios à parte, muito fica por fazer, avisou.
Bloco: "Votamos este Orçamento pelas escolhas que faz, sabendo que muito fica por fazer"
Miguel Baltazar
Filomena Lança 16 de março de 2016 às 12:26

"Este foi o Orçamento do Estado (OE) mais escrutinado e debatido" e na sua discussão "houve pluralismo e democracia na Assembleia da República", declarou no Parlamento Mariana Mortágua, a deputada do Bloco de Esquerda (BE) a quem coube a intervenção final na sessão de encerramento do debate na especialidade do OE desta quarta-feira, 16 de Março.

 

Esta "é também a primeira vez em cinco anos que a Assembleia da República aprovará um OE totalmente de acordo e no respeito pela Constituição da República Portuguesa", acrescentou, num discurso que veio recheado de críticas à direita e à actuação do anterior Executivo.

 

"O CDS, que agora arranca os cabelos por causa do aumento dos combustíveis, é o mesmo que subiu impostos e cortou salários", acusou, sustentando que "a transformação que a direita operou em Portugal tem uma medida muito clara. A classe média que tanto diz proteger nunca esteve tão reduzida"

 

"Dirão que a austeridade era inevitável, uma imposição da troika que nos diagnosticou a bancarrota", mas isso, argumentou, "é falso. Havia alternativas" e agora, "ao contrário do futuro de austeridade que soubemos recusar, o Orçamento que vamos aprovar repõe a normalidade constitucional".

 

Ainda assim, reconheceu a deputada bloquista, "não perdemos tempo com ilusões", sendo que "as pressões da União Europeia são hoje o maior risco", tendo sido, aliás, "nessa receita que veio prescrito o aumento sobre os combustíveis", justificou-se.

Mortágua sublinhou ainda que o documento inicialmente apresentado pelo governo "voltou a melhorar nesta casa". E destacou algumas das propostas apresentadas pelo Bloco que foram acolhidas pelo PS, como o alargamento da tarifa social de energia a mais famílias carenciadas, um novo aumento do CSI e do abono de família dos dependentes com dependência ou "a criação de uma dedução fixa no IMI porque o filho de uma família pobre não vale menos do que o de uma família rica".



(notícia actualizada Às 13:30 com mais declarações de Mariana Mortágua.)




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