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Cadilhe: "Política de austeridade vai ser perversamente pró-cíclica"

Miguel Cadilhe defendeu hoje a necessidade de aumentar a poupança em Portugal, e deixou uma crítica ao Orçamento do Estado para 2012, que não tem "nem uma secçãozinha, nem uns parágrafos dedicados à política de poupança".

Rita Faria afaria@negocios.pt 15 de Novembro de 2011 às 12:37
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O antigo ministro das Finanças, Miguel Cadilhe, defendeu hoje que o governo português deveria apostar nas políticas de poupança, e lamentou que o Orçamento do Estado para 2012 não tenha dedicado nenhuma atenção a esse capítulo.

“Quem tem responsabilidades governativas deve eleger a política de poupança como uma prioridade, e não como uma coisa subalterna”, afirmou Miguel Cadilhe, na conferência “As seguradoras e o desafio da poupança”.

O antigo ministro das Finanças lembrou que “não poderemos ter durante mais tempo um Estado Social tão omnipresente”, para alertar para a necessidade de os portugueses aumentarem a taxa de poupança. Essa necessidade, justificou Miguel Cadilhe, “deve-se ao péssimo desempenho da economia portuguesa, que tem sido decepcionante”.

“A política de austeridade vai ser perversamente pró-cíclica, e nós vamos sofrer durante vários anos”, sublinhou o responsável.

Tendo em conta esta realidade, Miguel Cadilhe reforçou que “a política de poupança tem de ganhar primazia, e tem de ser a primeira preocupação do Governo. Preocupação essa que o economista lamente não ver expressa no Orçamento do Estado para 2012, que não dedica atenção a esse capítulo.

“Olhando para o Orçamento do Estado não encontramos nenhuma referência a políticas de poupança, nem uma secçãozinha, nem uns parágrafos”, destacou Cadilhe, acrescentando, contudo, que “Vítor Gaspar é uma pessoa atentíssima à variável macroeconómica da poupança”.

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