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Catarina Martins aconselha Costa a não ceder às exigências de Bruxelas

Em entrevista à SIC Notícias, a porta-voz do Bloco de Esquerda aconselhou António Costa a não ceder à Comissão Europeia e a não ter medo de um "chumbo" do Orçamento do Estado.

Catarina Martins: Levou o Bloco de Esquerda ao seu melhor resultado de sempre e foi decisiva para António Costa ter conseguido acordos à esquerda.
Negócios 29 de Janeiro de 2016 às 01:14
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Catarina Martins aconselhou António Costa na quinta-feira à noite, em entrevista à SIC Notícias, a não ceder às exigências de Bruxelas – isto depois de a Comissão Europeia ter mostrado dúvidas quanto aos pressupostos orçamentais definidos pelas Finanças no esboço do OE2016.

 

Numa carta enviada na quarta-feira, 27 de Janeiro, ao Ministério das Finanças, Bruxelas disse querer uma resposta, até esta sexta-feira, sobre o porquê de o Governo prever reduzir o défice estrutural em apenas 0,2 pontos percentuais, um terço do recomendado em Julho.

 

Na entrevista desta noite, a porta-voz do BE disse que "o medo é sempre o pior conselheiro", tendo por isso aconselhado o primeiro-ministro a não temer que Bruxelas rejeite o OE, não devendo, pois, ceder às suas exigências. "O diálogo é sempre positivo, mas não pode ser para se dizer que sim a quem não tem a legitimidade democrática deste país", defendeu.

 

Catarina Martins frisou ainda que "este Orçamento é também o momento de António Costa mostrar porque é que é diferente ser ele o primeiro-ministro e não ser mais Pedro Passos Coelho". "Ceder foi o que fizeram Pedro Passos Coelho e Paulo Portas", declarou.

 

Para a bloquista, um eventual "chumbo" – por parte da Comissão Europeia – do actual esboço do Orçamento para 2016 não é de recear, até porque não seria inédito. "Bruxelas chumbou o Orçamento de França, de Itália, de Espanha e, portanto, a Comissão Europeia está numa deriva de destruição das economias", considerou.

 

Quanto ao voto do próprio Bloco de Esquerda, Catarina Martins salientou o "compromisso com o Governo PS" que foi definido em relação ao Orçamento. "Estando cumprido esse compromisso de ambas as partes", então será aprovado pelo BE, referiu.

 

Catarina Martins salientou que o aspecto determinante "é saber se este OE é capaz ou não de gerar de emprego" e que o actual esboço, a esse respeito, peca por "alguma timidez". "Precisávamos de uma recuperação de rendimentos mais sólida", disse ainda.

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