Orçamento do Estado Conheça a visão de cada partido sobre o Orçamento do Estado

Conheça a visão de cada partido sobre o Orçamento do Estado

José Sócrates lançou a moda das narrativas e é de narrativas que aqui se trata. Uma coisa é o que os partidos pensam do orçamento, outra é o que dizem. Por essa razão, o Negócios lançou-se ao desafio de traduzir em miúdos o discurso político dos seis grupos parlamentares sobre o orçamento, baseado nas intervenções públicas dos seus dirigentes e numa entrevista com um deputado de cada bancada.
Conheça a visão de cada partido sobre o Orçamento do Estado
Miguel Baltazar

No dia em que se realiza a votação global final do Orçamento do Estado para 2014, o Negócios republica os trabalhos. As ínfimas alterações introduzidas na proposta mantêm, no essencial, a sua actualidade.

 

O orçamento é o que é e não o que o PSD gostaria que fosse

 

Miguel Frasquilho reconhece, em entrevista, que a austeridade não é equitativa, mas é necessária. Ainda mais quando a troika recusou subir a meta do défice para 4,5%, o que inviabilizou uma descida do IRS. Para desagravar os cortes, o PSD quer pedir mais a outros sectores.

 

O último orçamento da troika e o primeiro do CDS

 

O vice-presidente da bancada parlamentar defende que "fazer alguns sectores pagar mais não tem consequência". João Almeida atacou, em entrevista, a postura do Governo até à remodelação que colocou Portas como "vice". O Executivo devia ter sido mais musculado, quer a pedir défices mais altos, quer a negociar as PPP. Agora, diz, já é demasiado tarde para emendar a mão. Ainda assim, garante, o OE 2014 não aumenta a austeridade deste ano.

 

PS recusa sujar as mãos num OE com o pior de dois mundos

 

Pedro Marques defende, em entrevista ao Negócios, que "é preciso parar com este ataque à procura interna". Ao cortar a fundo nas pensões e salários, o Governo faz um novo rombo nos rendimentos das famílias e nas expectativas dos agentes económicos. Isso prolongará a recessão, que vai, uma vez mais, deitar para o lixo o esforço exigido aos portugueses, sublinha o vice-presidente da bancada parlamentar do PS.

 

PCP quer pagar a dívida, mas primeiro estão os salários e as pensões

 

Paulo Sá, deputado comunista diz que a "banca e energia ganham no IRC o dobro ou o triplo daquilo que perdem com o Orçamento". Orçamento para 2014 não pede mais às grandes empresas, porque o que tira com uma mão dá com a outra, em sede de IRC, diz o deputado Paulo Sá, do PCP, em entrevista ao Negócios.

 

Para o Bloco, o défice é apenas um instrumento de chantagem

 

O líder da bancada parlamentar do Bloco de Esquerda, Pedro Filipe Soares, salienta que "a credibilidade não se mede pela submissão". O Governo tem dois pesos e duas medidas: fecha os olhos às despesas com a banca mas não às despesas sociais, diz em entrevista ao Negócios o líder da bancada parlamentar do BE, Pedro Filipe Soares

 

Já o deputado d‘Os Verdes, José Luís Ferreira, sublinha que a cortar salários e pensões, o crescimento torna-se uma "miragem"O partido ambientalista critica o esmagamento da procura interna. Se o corte de salários e pensões for avante, avisa, não vai haver crescimento económico em 2014.

 




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