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Costa prefere olhar para o emprego em vez da economia

No debate quinzenal, Passos acusou Costa de viver em ficção e diz que o país não pode "levar a sério" este primeiro-ministro. Costa desdramatizou crescimento económico mais baixo e centra as atenções na descida da taxa de desemprego.

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O primeiro-ministro, António Costa, destacou esta sexta-feira a evolução do mercado de trabalho e desdramatizou o facto de a economia crescer menos do que o previsto pelo Executivo. No dia em que o Governo entrega o Orçamento do Estado para 2017, onde revê em baixa as previsões de crescimento do PIB para 2016 e 2017, o líder da oposição, Pedro Passos Coelho, acusou Costa de viver uma "ficção" e defendeu que "o país não pode levar a sério nem um primeiro-ministro nem um Governo que falseia a realidade". 

O debate quinzenal que decorre no Parlamento arrancou com uma troca de acusações entre Costa e Passos, com o líder do PSD a perguntar ao Governo por que motivo a economia vai crescer menos do que o previsto. O chefe do Executivo argumenta com a revisão em baixa das projecções do Fundo Monetário Internacional (FMI) para explicar uma subida do PIB de 1,2% este ano, em vez dos 1,8% previstos inicialmente pelo Executivo.

Costa acrescenta que o investimento empresarial no primeiro semestre está a crescer 7,7%, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), mas desdramatiza a revisão em baixa do crescimento económico para o conjunto do ano, e que deverá fazer parte do cenário macroeconómico do Orçamento do Estado aprovado quinta-feira, 13 de Outubro.

"Apesar do crescimento ser menor estamos a cumprir o principal objectivo de política económica que, relembro, era emprego, emprego, emprego", afirmou o primeiro-ministro. No cenário macroeconómico incluído no Orçamento do Estado, o Governo vai rever em baixa a previsão de taxa de desemprego para este ano e o próximo (quando deverá chegar a 10,4%) em relação aos valores projectados em Abril, quando o Governo apresentou o Programa de Estabilidade.  

Na resposta, Passos Coelho acusou o primeiro-ministro de não responder à questão, ou porque "não sabe" ou porque "não quer". O presidente do PSD acrescenta que o argumento da conjuntura externa não colhe e dá o exemplo de Espanha que está a crescer mais do que no ano passado, com a mesma conjuntura externa. Além disso, Passos contrapõe que o desemprego "não é um indicador avançado da economia", mas antes "um eco do passado".

Passos ainda lembrou que as taxas de juro da dívida a 10 anos estão mais altas em Portugal do que em Espanha, o que Costa justificou com a falta de estabilidade do sistema financeiro herdado do Governo anterior.

"Não vale a pena queixar-se muito da herança porque foi o senhor que a quis agarrar. Quando quiser comparar a situação da banca tenho muito prazer em fazer esse debate", disse Passos.

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