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CGTP acusa Passos de não querer negociar após rejeição de propostas para OE

“Não há negociação. O que há é imposição”. Esta era a ideia que o secretário-geral da CTGP tinha antes de se encontrar com o primeiro-ministro em concertação social. Esta foi, também, a ideia com que Arménio Carlos saiu dessa reunião.

45.º- Arménio Carlos
É o sindicalista com mais poder para travar o Governo ou fazer parar o país.
Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 13 de Novembro de 2013 às 11:58
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O líder da Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses – Intersindical Nacional (CTGP) não saiu desiludido da reunião que teve esta quarta-feira com o primeiro-ministro, para discutir o Orçamento do Estado para 2014. Já tinha entrado sem expectativas.

 

À saída da reunião, o secretário-geral da CTGP, Arménio Carlos, contou que as propostas que levou a discussão, entre as quais a subida do salário mínimo nacional, não colheram adesão por parte de Pedro Passos Coelho. Aquilo que, à entrada para o encontro, já era esperado pelo líder da intersindical.

 

“Se o Governo estivesse interessado, iria ao encontro de algumas propostas”, acusa o sindicalista, acrescentando que o que se vê, por exemplo, nas negociações na Função Pública é que “não há negociação”. “O que há é imposição”.

 

Uma das críticas avançadas pelo responsável da CGTP à postura do Executivo é a intenção de “só”, no próximo ano, ser criada uma comissão para discutir o Imposto sobre Rendimentos de Pessoas Singulares (IRS). "É um empurrar com a barriga para a frente para não responder a problemas do presente".

 

Governo chama parceiros mas só ouve, não resolve

 

“Governo quer chamar os parceiros, para ouvir os parceiros mas sem, depois, resolver nem dar sequência aos problemas”.
 
Arménio Carlos

Segundo Arménio Carlos, que falava aos jornalistas depois do encontro no Conselho Económico e Social (CES), em Lisboa, o Governo “quer chamar os parceiros, para ouvir os parceiros mas sem, depois, resolver nem dar sequência aos problemas”.

 

Arménio Carlos voltou a repetir esta quarta-feira, nas declarações transmitidas pela SIC Notícias, aquilo que já tinha dito antes da reunião com o primeiro-ministro. “[O primeiro-ministro] chama os parceiros sociais não para discutir ou negociar. Se estivesse interessado em discutir e negociar, já o tinha feito, nomeadamente com os sindicatos da administração pública e do sector empresarial do Estado”, afirmou ontem, 12 de Novembro, após um encontro com dirigentes socialistas. “Não nos parece que o primeiro-ministro esteja interessado em negociar. Ele está interessado em impor”, disse nessa altura e repetiu-o hoje.

 

No final da sua intervenção, depois de uma reunião com o primeiro-ministro mas em que estiveram presentes também, segundo a Lusa, o ministro da Economia, António Pires de Lima, e o ministro da Solidariedade, Emprego e Segurança Social, Pedro Mota Soares, Arménio Carlos rematou com uma acusação ao Partido Social Democrata (PSD), especificamente a uma declaração de Manuela Ferreira Leite.

 

“Só falta qualquer dia, algum membro do Governo retomar uma proposta que há um ou dois anos foi avançada por um membro do PSD de suspender a democracia para que, depois, as coisas corressem bem”, ironizou o secretário-geral da CTGP.

 

Esta quarta-feira, 13 de Novembro, realiza-se uma reunião entre Passos Coelho e os parceiros sociais para se discutir o Orçamento do Estado para o próximo ano, naquele que será o primeiro encontro do género. Além da CGTP, também a UGT se reúne. Os responsáveis da Confederação do Comercio e Serviços (CCP) e da Confederação da Indústria de Portugal (CIP/CEP) serão, igualmente, recebidos pelo Governo.

 

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