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Governo admite maior correcção do défice já em 2010

No encerramento do debate do Orçamento do Estado, o ministro das Finanças disse que a redução do défice durante este ano pode vir a ser mais ambiciosa, "se as condições forem as propícias".

António Larguesa alarguesa@negocios.pt 12 de Março de 2010 às 18:05
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No encerramento do debate do Orçamento do Estado, o ministro das Finanças disse que a redução do défice durante este ano pode vir a ser mais ambiciosa “se as condições forem as propícias”.

“Este esforço de consolidação orçamental deve ser intensificado nos próximos anos e, se as condições forem propícias devemos procurar, ainda em 2010, um resultado melhor que a redução prevista”, assumiu Teixeira dos Santos.


Na proposta orçamental, o Governo estima apenas a redução de um ponto no défice orçamental durante este ano, remetendo para os anos seguintes um maior esforço de consolidação para atingir o compromisso de um desequilíbrio inferior a 3% em 2013. Um plano progressivo que o ministro hoje admitiu redefinir para acelerar a correcção do défice já em 2010.

Esta tarde no Parlamento, o ministro das Finanças mostrou-se ainda satisfeito por não se terem registado “alterações que desvirtuam as opções e as orientações políticas e estratégicas subjacentes à proposta inicial do Governo”.

Apesar disso, o governante não deixou de lamentar “decisões claramente populistas” adoptadas pela oposição no debate da especialidade, em referência aos cinco milhões de euros adicionados à proposta para pagamento aos presidentes de junta a tempo inteiro e que Teixeira dos Santos ontem apelidou de “money for the boys” [dinheiro para os rapazes].

Outra “aritmética bizarra” denunciada pelo ministro prendeu-se com a aprovação pela oposição, à revelia do PS, para que os municípios das regiões autónomas possam receber mais 5% de receita do IRS do que aquela que efectivamente cobram. “Por votação, esta Assembleia determinou que os 100% da receita do IRS das Regiões devem ser iguais a 105%, criticou.

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